Fevereiro 14, 2010

Dicas — Escolas de Esportes – Terceirizar ou Não?

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CULTURA INGLESA – BANNER DE CONTEUDO

Matéria publicada na edição 55 | Fevereiro 2010 – ver na edição online

Parceiros ajudam a ampliar portifólio de serviços.

A Escola Cidade Jardim/Playpen, no bairro do Morumbi, e o Colégio Mater Dei, no Jardim América, ambos estabelecidos na zona Sul de São Paulo, encontraram na terceirização das atividades esportivas extracurriculares uma forma de complementar seu horário integral ou “estendido”. “Oferecer atividades extras na própria escola é uma maneira de facilitar a vida das mães e familiares em uma cidade de muito trânsito como São Paulo”, afirma Célia Tilkian, diretora administrativa da Escola Cidade Jardim. O formato escolhido pela instituição permite ampliar as opções aos alunos, além de evitar que a escola “despenda energia e saia de seu core business”, diz.

No Mater Dei, a parceria viabiliza a oferta de “outros tipos de modalidades que não entram no currículo regular”, observa, por sua vez, Lucila Cáfaro, coordenadora da Educação Infantil. “Além de proporcionarmos um serviço especializado às crianças, podemos contar com profissionais extremamente qualificados, 100% voltados à sua atividade.” A terceirização da escola de esportes é o recurso que muitas mantenedoras utilizam para “ampliar seu portifólio de serviços e se posicionar diante da concorrência com mais vantagens”, analisa Maurício Costa Berbel, consultor de marketing e gestão estratégica junto às instituições de ensino.

Entretanto o modelo funciona mais “no sentido do posicionamento de mercado, enquanto diferencial, do que como fonte de receita no curto prazo”, ressalva. De fato, Célia Tilkian destaca que a ampliação das atividades extras não visa a fins lucrativos; representa mais uma “prestação de serviços aos pais”. Segundo Maurício Berbel, a  terceirização viveu um boom nos anos 80 enquanto uma das principais estratégias administrativas de se manter o foco na atividade principal das empresas, deixando aos parceiros trabalhos como vigilância e limpeza. O modelo chegou às escolas nos anos 90, também nesses segmentos. Recentemente, as parcerias foram estendidas para a área pedagógica, mas o consultor adverte que cuidados devem ser tomados para que não se repasse aos terceiros a função maior da escola, a própria educação. O ideal, recomenda, é a terceirização das atividades complementares, como as escolas de esportes.

“Terceirizar de maneira responsável é trazer um parceiro que tenha uma proposta coerente com o projeto pedagógico e que se acompanhe isso de forma adequada, trabalhando em função de uma educação melhor e não apenas em torno de objetivos comerciais.” Feita a ressalva, algumas vantagens sobressaem ao se adotar o modelo, observa Berbel. “Os terceiros são especialistas em sua respectiva área, em um nível de conhecimento que às vezes a equipe permanente das escolas não tem condições de obter em seu dia a dia.” Isso envolve as modalidades esportivas, algumas de prática mais recente no País, como badminton, além de tecnologia e até mesmo idiomas.

Segundo o professor de Educação Física e coordenador em uma escola de esportes, Marcelo Mancini, parceiro de três instituições de ensino na cidade de São Paulo, os serviços incluem desde ministrar as aulas (de vôlei, tênis, futebol, natação, basquete, circo, dança e teatro) até seu planejamento anual e o acompanhamento pedagógico. Também faz parte do pacote realizar consultoria para a manutenção dos equipamentos e da infraestrutura esportiva.

(R.F.)

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