agosto 9, 2013

Dica — Escolas também podem contribuir para a higiene bucal

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Matéria publicada na edição 90 | Agosto 2013 – ver na edição online

Como espaço que visa o desenvolvimento sócio- -cultural da comunidade por meio da promoção do conhecimento, a escola desempenha papel fundamental na formação de hábitos. E estes devem ser estimulados “nos primeiros anos de vida, principalmente aqueles que se referem à saúde”, expõe José Miguel Tomazevic, docente e mestre em Ciências Odontológicas e cirurgião-dentista do Departamento de Prevenção da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas (APCD).

No caso dos hábitos de higiene bucal, a escola deve ser um agente de estímulo à saúde, prevenção de doenças, e cuidar para que o assunto receba sempre atenção e reflexão. Entretanto, ressalta Tomazevic, “para se tornar hábito, as ações promovidas na instituição precisam estar em sinergia com as atitudes do núcleo familiar do aluno”. Assim, é imprescindível aos pais conhecerem as orientações dadas pela escola e participarem de suas atividades, motivando e reforçando a importância dos hábitos em casa, reforça o cirurgião.

PREVENÇÃO

Mas a promoção da saúde bucal em escolas exige preparo, pois “envolve planejamento e estruturação de um sistema de prevenção, composto por orientação, avaliação, compreensão e adaptações”, afirma a pedagoga e promotora de saúde Ana Maria Huck Teixeira. É uma agenda que deve “partir do conhecimento prévio do que o aluno sabe a respeito do tema; propiciar à criança processos de interação (aluno- -aluno, aluno-adulto e aluno-objeto); e trabalhar com o interesse e curiosidades do estudante”, orienta a especialista. Isso contribuirá para o desenvolvimento de ações que levem à busca do conhecimento, completa.

Tomazevic destaca, por sua vez, que a escola “precisa estar preparada nos quesitos físico, técnico e científico para ministrar as atividades”. Esse preparo, segundo ele, começa por meio de uma orientação de um profissional da área odontológica. Existe ainda a alternativa de se fazer visitas aos Centros de Prevenção de universidades e associações e ao Museu da Odontologia, além de frequentar palestras que abordem a “Técnica de Fones”. “Conhecida popularmente com os movimentos de bolinha, trenzinho e vassourinha, é a mais utilizada em escolas do Ensino Fundamental”, explica.

AÇÃO CONTÍNUA

De acordo com os especialistas, as orientações referentes à saúde bucal não podem acontecer apenas em um período específico da idade escolar; eles recomendam atividades de estímulo e acompanhamentos frequentes. “Há necessidade de reflexão e avaliação conjunta com os pais. É dessa forma também que a criança lembrará sobre o objeto de conhecimento e criará conexões frequentemente com o que foi dito nas diversas situações de aprendizado”, encerra José Miguel Tomazevic.

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