Janeiro 9, 2014

Playground: Como organizar os brinquedos em sua escola

Publicidade

Convex – Banner de conteudo

A psicopedagoga e mestre em Psicologia da Educação e do Desenvolvimento Humano, Sirlândia Teixeira, afirma que a escola “vem se tornando responsável pelo desenvolvimento cognitivo, motor e cultural das crianças”. Segundo ela, o colégio tende a assumir funções que antes eram delegadas às famílias – como a possibilidade de a criança desfrutar de um espaço físico e emocional para explorar, experimentar e se interessar pelo mundo externo. Por isso, um espaço bem organizado no playground oferece muito mais que entretenimento.

Segundo a especialista, introduzir objetos e ações lúdicas ao espaço pode ajudar a desenvolver diferentes habilidades e aprendizagens e a ampliar a rede de significados da criança. “Estudos mostram a relação entre o desenvolvimento e equilíbrio adquiridos nas atividades físicas proporcionadas pelo playground aos aspectos cognitivos, afetivos, sociais e principalmente motores”, diz. “Percebemos a importância de a criança frequentar esse ambiente não apenas para crescer de forma saudável e feliz”, acrescenta Sirlândia.

A psicopedagoga indica que esses momentos devem acontecer de forma livre e a critério da criança, desde que, no entanto, o movimento seja acompanhado pelos adultos, a fim de garantir segurança. Sirlândia destaca ainda que é muito bom quando o adulto participa das atividades para de fato se divertir, e não apenas colocar ordem, medo ou ensinar. “É uma grande oportunidade para conhecer melhor a criança e fazer parte de suas fantasias, além de transmitir valores e criar vínculos.”

ORGANIZANDO O ESPAÇO

A matéria prima utilizada na fabricação do playground e dos brinquedos cumpre papel essencial na proteção, aponta Sirlândia Teixeira. Ela diz que para alunos de 0 a 5 anos, os brinquedos devem ser de plástico rotomoldado; até 10 anos de madeira; a partir dessa idade existe a opção de incluir ferro. “Já o piso para espaço fechado indico que, até os 10 anos, seja emborrachado. Depois podemos trabalhar com grama sintética”, orienta. Segundo ela, no espaço aberto a areia continua sendo a opção mais indicada.

Conhecendo os benefícios que os momentos de brincadeira proporcionam, o Colégio Santo Américo, localizado na zona sul de São Paulo, investe na estrutura do playground. O espaço conta com bosques, brinquedos e áreas de parquinhos em diferentes locais. Para as crianças mais reservadas, há um local com jogos de percurso, fantoches e outras brincadeiras, que exigem menos fisicamente. “Temos mesa de pingue-pongue e pebolim. Acreditamos ser interessante realizar campeonatos, pois eles oferecem um senso de integração e organização do tempo e espaço muito válido para as crianças”, conta a coordenadora do Ensino Fundamental I, Elaine Marquezini.

Ela revela que o espaço está em reforma para proporcionar mais opções de interação entre os alunos. “Teremos um parque de aventura, onde os momentos de interação entre meninos e meninas poderão se desenvolver. Mas pensamos, principalmente, na qualidade do movimento motor. Por isso teremos escadas e outros brinquedos que procuram trabalhar o equilíbrio.”

Além do parque, o Santo Américo vai instalar um barco no pátio, onde o foco não será aventura, mas movimentos motores, direcionados para crianças do 2° e 3° ano. Para os alunos que preferem jogar cartas ou fazer leituras nos períodos de recreio, será montado um trem, onde terão jogos e livros. As atividades no Santo Américo são acompanhadas por profissionais de recreação. Eles procuram organizar a brincadeira e, principalmente, auxiliar os pequenos que possuem dificuldade de integração. As ferramentas utilizadas incluem jogos de percurso, cordas, bambolês e petecas.

Já no Colégio Franscarmo, localizado na Vila Alpina, zona Leste de São Paulo, as atividades no playground são intercaladas com momentos de resgaste de brincadeiras tradicionais. Segundo a coordenadora da instituição, Ros Marie Closs, a criança precisa de espaço para construções internas. “O exercício de sair do egocentrismo e começar a perceber o outro é muito importante. Ela começa a entender o que é importante para o seu desenvolvimento”, diz. Também no Franscarmo as atividades são acompanhadas por uma equipe de recreação. Ros Marie observa que, quando há falta de orientação, as crianças podem gastar energia sem focalizar na criatividade ou no contato com os colegas. “Costumo dizer que se uma criança chegar da escola e disser que não brincou, os pais devem se preocupar. Vejo que o espaço de brincadeira é essencial”, arremata a coordenadora.

Continue Lendo

Assine nossa Newsletter

Veja agora este vídeo

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.