Janeiro 31, 2014

Neurociências na Educação

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CULTURA INGLESA – BANNER DE CONTEUDO

Atualmente são várias as questões que afligem nossas escolas, tais como violência, evasão escolar, dificuldades de aprendizado e distúrbios psiquiátricos. Estes últimos, segundo pesquisas de comprovação científica, estão entre as causas mais devastadoras na população de jovens entre 10 e 24 anos (Segundo o Global Burden of Disease – World Health Organization, 2009). Têm-se mais problemas de saúde mental do que doenças respiratórias nesta faixa etária. São também vários os estudos que apontam a associação entre baixo desempenho e problemas comportamentais que podem conduzir aos transtornos mentais.

Os transtornos psiquiátricos passaram a ocupar lugar de destaque entre os problemas de saúde pública do Brasil. Uma série de estudos sobre o País, publicada no periódico médico Lancet, aponta as doenças mentais como responsáveis pela maior parte de anos de vida perdidos pelos brasileiros, devido prioritariamente a doenças psiquiátricas. Já outro estudo, em uma escola pública de Brasília, evidencia o estarrecedor índice de estresse e burnout entre seus professores. Mais de 15% dos professores apresentaram, segundo Nadia Beserra Leite (da UNB), a Síndrome de Burnout (também conhecida como síndrome do esgotamento profissional) em uma população de 8 mil.

A relevância de trabalhar em prol da prevenção vem de encontro a várias outras ações tais como a da inclusão. Uma conduta preventiva que também provê educação minimiza os encaminhamentos desnecessários aos centros de saúde, ao mesmo tempo em que oportuniza tratamentos adequados. Uma conduta que saiba incluir é transformadora e integradora, minimiza desgastes desnecessários, erros de conduta e otimiza ações pedagógicas e de saúde da mente.

Logo, através destas informações testemunhamos por um lado, como tais problemas afetam os alunos (jovens) e por outro, como afetam os professores (adultos). Fica evidente, então, que “Saúde Mental é Fundamental!”. Quanto mais informações competentes, mais desenvolvimento saudável conquistaremos.

*Adriana Fóz é educadora graduada pela Universidade de São Paulo (USP), pós-graduada em Psicologia da Educação (USP), especialista em Psicopedagogia (Instituto Sedes Sapientiae) e Neuropsicologia (CDN-Unifesp). Atende, em consultório, pacientes adolescentes e adultos. Também atende para reabilitação neuropsicológica com parceria interdisciplinar. Coordenadora geral do Projeto Cuca Legal – Programa de Prevenção em Saúde Mental nas Escolas (Psiquiatria/Unifesp). Pesquisadora CNPq em Neurociências na Educação. Consultora e autora de livros.

Ministra cursos e palestras por todo o Brasil sobre temas relacionados à neurociência na educação em suas diversas vertentes. Recentemente leva a palestra “Plasticidade Emocional” para o mundo corporativo, instituições e escolas. Em dezembro de 2012 lançou o livro “A Cura do Cérebro” (Editora Novo Século, 2012), onde narra a sua história de superação após sofrer um AVC (Acidente Vascular Cerebral).

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