dezembro 15, 2014

Dica – Móveis

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Matéria publicada na edição 104| Dezembro 2014 – ver na edição online

Planejando a biblioteca escolar

Por Rafael Pinheiro

Os diversos espaços que compõem e articulam o ambiente escolar deve, em seu caráter funcional e estratégico, acoplar à rotina dos alunos (e também dos professores e gestores) uma sensação de pertencimento, experiências positivas e conhecimentos que transcendam os territórios das salas de aula.

No campo da aprendizagem, a biblioteca, por exemplo, é um instrumento indispensável no processo de formação global dos alunos, e particular no apoio ao desenvolvimento das áreas curriculares e culturais. Propor uma interação entre os alunos e os livros é uma forma de contribuir com a promoção e democratização da leitura, além de construir jovens com uma bagagem literária avançada, descobrindo nas páginas dos livros referências, interferências e anseios.

A construção do espaço bibliotecário sugere um planejamento mobiliário minucioso e adequado. O arquiteto Mário Oliveira afirma que “é importante pensar na forma, tipo de material, tipo de usuário e conforto. A biblioteca é um espaço onde o usuário gasta um bom tempo em suas pesquisas por isso o conforto visual e ergonômico é essencial. Para o acervo é fundamental estar dispostos de forma visível ao usuário em mobiliário com estrutura resistente a pragas e peso e com boa durabilidade”.

A organização e gestão da biblioteca escolar deve ser o resultado de um trabalho de articulação de modo a tornar a biblioteca um espaço saudável, tranquilo e suscetível à imaginação e conhecimento. O mobiliário deve ser projetado para o tamanho do ambiente, de forma que acomode o acervo e os equipamentos que serão adquiridos pela biblioteca. Os móveis podem ser de madeira ou aço. Os de aço são mais resistentes e oferecem maior segurança na armazenagem dos livros e evitam a retenção da umidade.

O interior do espaço bibliotecário garantem recursos além da leitura, caracterizando, assim, um desenvolvimento pessoal e cultural, aprendizado diferenciado e até a leveza de uma brincadeira ou atividades que podem ser executadas nesses espaços, como hora do conto, contação de histórias, representação teatral, jornada pedagógica, concursos literários, recitais poéticos, etc. Estimulando o conhecimento dessa forma, as práticas pedagógicas alimentam sensações prazerosas, momentos únicos e relações sociais positivas e extremamente significativas – tanto para o aluno como para o professor.

Segundo o arquiteto, é possível criar uma biblioteca com área para brinquedoteca e sala de leitura. “A biblioteca não é mais vista e pensada como um lugar de depósito de livros para pesquisa e sim como um lugar de informação capaz de atrair o usuário de uma forma mais dinâmica em todas as idades. Pensar na setorização dos espaços de forma harmoniosa utilizando o mobiliário e materiais construtivos fazem com que não haja conflitos entre os usuários. O saber pode ser adquirido de forma divertida”, destaca Mário.

O ideal é que a biblioteca escolar tenha dois tipos de mesas: algumas grandes para estudos em grupos e outras para o estudo individual. Elas devem estar, de preferência, distantes umas das outras, para não atrapalhar o estudo e a concentração das mesas próximas. Se a biblioteca atende também um público infantil, o mobiliário deve ser colorido, alegre e adequado às condições físicas da criança.

ESPAÇO MULTIUSO

Com um planejamento objetivo pautado pela readequação do espaço total e da criação de móveis multiusos, é possível utilizar um mobiliário que atenda diversas necssidades. De acordo com Mário, os móveis devem ser escolhidos levando em consideração as especificidades do segmento ao qual o espaço se destina e a faixa etária dos usuários. A qualidade, durabilidade e segurança faz com que se tenha uma preocupação no tipo do móvel para criar o espaço multiuso.

Dentro desse contexto, existem soluções em móveis que permitem uma utilização da biblioteca para diversas faixas de idade, atendendo, assim, uma gama diversificada de alunos e seus interesses específicos. “Inúmeras soluções de móveis existem no mercado hoje para atender o crescimento deste segmento com muita criatividade e inovação nas formas, cores e materiais. Pensando sempre na valorização do espaço contemplando todas as faixas de idade”, afirma o arquiteto.

RECOMENDAÇÕES IMPORTANTES

* Antes de efetuar a compra, o solicitante deverá fazer um estudo do leiaute do ambiente para que os móveis a serem comprados atendam as necessidades do usuário e as características do espaço.

* Os materiais dos produtos devem atender aos critérios de proteção, durabilidade, qualidade e conforto.

* Apresentar relatório de desempenho de produto segundo norma: NBR 8094 – Material metálico revestido e não revestido – Corrosão por exposição à névoa salina, com avaliação conforme ABNT NBR 5841 e ABNT NBR 5770, com grau de enferrujamento de F0 e grau de empolamento de d0/t0 em corpos de prova, tamanho mínimo de 150mm, seccionados de partes retas e que contenham uniões soldadas, no mínimo de 300 horas. Emitidos por laboratórios acreditados pelo INMETRO, com escopo abrangendo a referida norma.

Para qualquer tipo de equipamento é importante obter a certificação e registro do Inmetro. A durabilidade, segurança e textura dos materiais são essenciais na escolha e aquisição dos móveis. “É bom pensar na sustentabilidade, por isso móveis que utilizam matéria-prima renovável estão em alta e já possuem um fator educador na ambientação do espaço”, finaliza Mário. (RP)

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