Abril 16, 2015

As instituições são as pessoas

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Imaginem uma instituição de qualquer natureza sem as pessoas. Seria isso possível? Qual seria o significado? Como ficariam as relações? Vários questionamentos poderiam ser levantados, mas, certamente, não encontraríamos a melhor resposta.

 

As instituições em si não têm vida própria, não tomam decisões, não resolvem problemas, não compartilham nenhum conhecimento, não têm poder de ação. As instituições são as pessoas.

 

Vamos nos centrar nas instituições de ensino, que são o foco de minhas reflexões. Partirei de algumas pesquisas que serviram de motivação para salientar a responsabilidade que nós, educadores, temos com as crianças e os jovens que passam por nós. Como encaminhá-los para enfrentar as necessidades do mundo contemporâneo, globalizado, com avanços tecnológicos, de forma que possam ser autônomos intelectualmente e aptos a participar ativamente da sociedade sem perder de vista princípios e valores?

 

Linda Darling-Hammond – Universidade de Stanford

“No futuro, os alunos irão trabalhar com o conhecimento que ainda não foi inventado, para resolver problemas que mal podemos vislumbrar, usando tecnologias que ainda não existem.”

Frente a isso, os estudantes precisam:

  • desenvolver a capacidade de acessar e utilizar informações e recursos para resolver problemas do mundo real;
  • ter a oportunidade de exercitar sua criatividade, dedicar-se à colaboração e aplicar o conhecimento em situações reais.

 

PISA – Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (sigla em inglês)

Em sua última edição (2012), o PISAavaliou mais as habilidades cognitivas dos estudantes do que o conhecimento de conteúdo matemático – disciplina proposta na  avaliação. Os estudantes brasileiros marcaram 428 pontos, enquanto a média dos países participantes foi de 500. Para essa avaliação, é importante que os estudantes sejam capazes de dominar um conjunto de conhecimentos, transferi-los para situações do cotidiano e demonstrar habilidades que vão além das competências cognitivas.

 

Documento do Ministério da Educação de Cingapura (2010)

O país do Sudeste Asiático foi o segundo colocado no PISA 2012, em Matemática. Para se ter uma ideia do abismo que nos separa dos cingapurenses, vale ressaltar que o Brasil ficou apenas com a 58a colocação, dentre os 65 países participantes da avaliação.

 

Um documento do Ministério da Educação de Cingapura define os seguintes parâmetros para a Educação, orientando cada criança do país a se tornar:

 

“Uma pessoa confiante que tem um forte senso de certo e errado, é adaptável e resiliente, se conhece, é criteriosa no julgamento, pensa independentemente e de maneira crítica e se comunica de maneira eficaz.

Um aprendiz autodirigido que questiona, reflete, persevera e se responsabiliza por seu próprio aprendizado.

Um contribuinte ativo que consegue trabalhar eficientemente em equipe, é inovador, exercita a iniciativa, se arrisca de maneira calculada e busca a excelência.

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