Maio 7, 2015

Felizfoco no cérebro e na vida!

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CULTURA INGLESA – BANNER DE CONTEUDO

Um ano pode começar em qualquer dia. A decisão por uma vida melhor, a decisão por mudanças pode ser feita em qualquer dia do ano. Estamos quase no meio do mês de maio e podemos sim criar um novo recomeço- com mais felicidade e foco.

Mas qual é exatamente a relação entre estas palavras tão faladas no curso da vida?

Felicidade, vocábulo pronunciado pela boca do povo, tanto entre os indivíduos contemporâneos, quanto filosofado desde a antiguidade. Livros, músicas, poesias…estudos e teses, são várias as formas de procurar discorrer sobre seu significado e como atingir seu estado de plenitude.
Apesar de ser a mesma palavra são muitos os entendimentos.

Segundo Mario Sergio Cortella, “felicidade é uma ocorrência eventual”. Sendo assim, felicidade é um estado transitório e sua perenidade seria nociva. Por exemplo: tomar água quando estamos com sede pode ser entendido como uma vivencia de felicidade, mas ser tivermos que tomar 7 copos para fazer um exame de ultrassom, pode ser muito desagradável- lembro do exemplo dado por Cortella.

Tem países que usam a felicidade como um produto, como o indicador sistêmico desenvolvido pelo Butão, um pequeno país do Himalaia que tem o FIB( felicidade interna bruta). Este conceito, para quem ainda não ouviu falar, nasceu em 1972 , foi elaborado por um rei butanês com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento(PNUD) e procura medir além do desenvolvimento econômico, a conservação do meio ambiente e qualidade de vida dos indivíduos. São 9 as dimensões do FIB: bem-estar psicológico, saúde, uso do tempo, vitalidade comunitária, educação, cultura, meio ambiente, governança e padrão de vida.

Felicidade também é confundida com Bem Estar. No dicionário Merriam-webster encontramos um sinônimo para Bem Estar: estado de saúde física e mental, felicidade e prosperidade.

Entretanto, outros países, desenvolvem pesquisas que procuram investigar as relações entre bem estar e renda. Muitos de nós atrelam felicidade e bem estar ao dinheiro. Pesquisas nos EUA e Japão, curiosamente, que mostram que a renda per capita a partir dos anos 1940 aumentou significativamente enquanto o bem estar coletivo permaneceu no mesmo patamar, apontam para a dissociação entre dinheiro e felicidade.

Bem estar é um conceito que vai além da saúde física e indicadores econômicos, pois busca traduzir importantes aspectos de como as pessoas se sentem e como experenciam suas vidas no dia a dia. Atualmente a mais robusta e compreensível medida para o bem-estar no mundo é a Gallup-Heathways Well- Being Index. A consultoria Gallup and Healthway, entrevistou pessoas em 136 países sobre cinco itens relacionados ao bem estar: propósito (vê sentido no que faz diariamente?); social(tem relacionamentos saudáveis?);financeiro(gerencia bem suas finanças?); comunidade(sente se bem em sua vizinhança?); físico(considera ter uma boa saúde?).Os campeões em ordem : Panamá, Costa Rica, Dinamarca, Áustria. O Brasil fica em quinto lugar.

Já no campo da neurociência também está se buscando cada vez mais a compreensão de circuitarias das regiões cerebrais, sistemas dos neurotransmissores, fatores neurobiológicos que produzem o estado de bem estar ou ainda, de felicidade.

A própria ciência desenvolveu substâncias com finalidades diversas, dentre estas, deparamos cada vez mais com a busca por medicamentos e drogas que “prometem” esses estados, tais como o Prozac-que já foi conhecido como pírula da felicidade- e outros grupos de medicamentos chamados de “inibidores seletivos da recaptura da serotonina”. Também as drogas como maconha, “doce”, para alguns jovens, são formas de atingir o estado de “felicidade”, ou melhor dizendo, de euforia. Lembro aqui que segundo Antonio Damasio, alegria, satisfação é uma emoção primária, natural e saudável à todos os seres humanos, já euforia é um estado de exagero, mais ligado à patologia. Aí, ficou mais claro discorrer sobre o tema drogas e felicidade com meu sobrinho adolescente.

E por que felizfoco? O que o foco tem a ver com felicidade e bem estar?

Foco, termo corriqueiro, para designar quando estamos concentrados, atentos a algo ou em alguma ação. Já repararam na sensação de bem estar que é estar focado seja durante uma atitude no trabalho, quando está apenas brincando com seu filho ou durante uma simples refeição? Alimentar-se, prestando atenção no sabor, nas cores dos alimentos… que vão sendo macerados, deliciados durante um tempo onde o tempo não importa, mas sim estar envolvido e presente naquela ação?

Foco também tem seus correspondentes na neurociência, tal como atenção focada, atenção dividida, fazendo parte do sistema ou funções executivas do cérebro.

E mais recentemente a neurociência vem estudando práticas de mindfulness como estratégias para treinar no cérebro o foco de atenção. Segundo Elisa Kozasa, doutora em Psicobiologia, mindfulness- termo que vem do pali “sati” e que significa originalmente “lembrar-se do objeto da atenção”, apesar de ser traduzido popularmente no ocidente como “manter a atenção momento a momento, sem julgamento”- é uma das habilidades treinadas em práticas como a meditação podendo ajudar a promover a melhoria do bem estar e de competências cognitivas.

Se focarmos, se exercitarmos nossa capacidade para atenção plena aumentaremos nossa capacidade para sentir, ver, pensar, intuir o nosso bem estar.

Seria incrível se houvesse uma formula… 
Para Cortella existe uma fórmula para ser feliz: Felicidade=realidade –expectativa.

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