julho 26, 2016

Casacadabra torna-se realidade após financiamento coletivo: lançamento será no Museu da Casa Brasileira

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Iniciativa pioneira no Brasil de trazer conteúdos específicos de arquitetura para o público infantil, o livro Casacadabra, da Pistache Editorial, tornou-se realidade após atingir – e superar – a meta de financiamento coletivo. Seu lançamento será realizado pelo Museu da Casa Brasileira, instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo. Com entrada gratuita, o evento acontece no dia 10 de setembro, das 13h às 18h.

Com brincadeiras, interatividades e exercícios propostos para fazer em casa ou na escola, o livro leva o leitor a descobrir segredos e detalhes da arquitetura, ao mesmo tempo em que percebe as casas como espaços lúdicos: uma casa redonda, um dragão que mora no telhado ou a casa em cima da cachoeira.

O financiamento coletivo feito pelo Catarse atingiu 143% da meta proposta, o que permitiu, além da produção do livro, que o lançamento conte com uma atividade educativa para as crianças, realizada em conjunto com o Educativo MCB. Também como resultado, serão impressos mais 500 exemplares para doação para escolas e bibliotecas públicas e ONGs, e as autoras vão presentear os apoiadores do projeto (e que selecionaram recompensas que incluíam um livro) com um pôster da Casa Bola assinado pelo arquiteto Eduardo Longo.

A publicação traz dez casas construídas pelo mundo e assinadas por arquitetos famosos: Casa de Vidro, de Lina Bo Bardi (São Paulo, Brasil); Casa Bola, de Eduardo Longo (São Paulo, Brasil); Edifício Copan, de Oscar Niemeyer (São Paulo, Brasil); Casa Grelha, de FGMF (Serra da Mantiqueira, Brasil); Casa Dymaxion, de BuckminsterFuller (Estados Unidos); Fallingwater, de Frank Lloyd Wright (Mill Run, Estados Unidos); Casa Batlló, de Antoni Gaudí (Barcelona, Espanha); Bedzed, de Bill Dunster (Londres, Inglaterra); Casa NA, de Sou Fujimoto (Tóquio, Japão) e Quinta Monroy, de Elemental (Iquique, Chile).

Com a proposta de ser uma leitura e também objeto de brincadeira e aprendizado, o livro traz, de forma didática e simples, explicações sobre termos técnicos como brise soleil, pilotis e estrutura em balanço; e também sobre aspectos sociais da arquitetura, estimulando a criança a pensar sobre sua casa e sua cidade.

Por que um livro de arquitetura para crianças

As autoras partem da ideia de que as cidades serão mais justas e humanas quando a arquitetura e o urbanismo começarem a ser ensinados desde o princípio: nas aulas de ensino básico, fundamental, médio e não apenas nas salas de aula das faculdades de arquitetura. Nos livros para as crianças, e não apenas em artigos acadêmicos.

“Acreditamos na educação para abrir os olhos das pessoas, desde cedo, para o lugar em que vivem. Casacadabra é um pequeno passo para essa transformação”, dizem Bianca Antunes e Simone Sayegh, idealizadoras do projeto e responsáveis pelo texto e edição. Bianca é jornalista e trabalha há 12 anos na difusão de arquitetura em mídia especializada, assim como Simone, que é arquiteta de formação. As ilustrações foram feitas pela designer e ilustradora formada pelo IED, Carolina Hernandes. “Se o ensino de arquitetura começar pela criança, as cidades têm a chance de receber, no futuro, um olhar mais crítico e apurado de quem a constrói, na busca de melhores soluções urbanas”, propõem.

Hoje mais de 50% da população mundial mora em cidades (no Brasil, esse número sobe para 85%). A lógica das construções é algo que pode ser acessível a todos, mas hoje não é automaticamente visível. “Se quisermos cidades melhores, precisamos aprender os princípios da arquitetura desde cedo, aprender a ler a cidade”, dizem.

A qualidade do espaço pode mudar comportamentos, melhorar a convivência entre as pessoas, aumentar percepções e a apropriação do próprio espaço, desde a pequena escala da casa. Alerta disso, a criança cresce e cria, também, a consciência crítica em relação à cidade.

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