agosto 11, 2016

Como escola e família podem educar por meio de ferramenta de consumo?

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CULTURA INGLESA – BANNER DE CONTEUDO

Olá, educadores! Na coluna de hoje quero falar sobre duas questões muito importantes que há um bom tempo já vêm sendo pauta de debates entre especialistas das áreas: obesidade infantil e consumo desenfreado. A princípio são desconexas, mas é possível trabalhar os dois assuntos juntos, com base na educação financeira oferecida em sala de aula.

Já falei aqui diversas vezes da importância de abordar este tema com alunos desde o Ensino Infantil ao Médio, especialmente por conta do fato de que o endividamento observado entre os mais jovens tem como causa a falta de orientação sobre o uso e a administração dos recursos financeiros. E esse conhecimento serve como base justamente para que formemos uma nova geração mais consciente, sustentável e, porque não, saudável.

Uma ferramenta que vem para ajudar nesse processo de mudança de comportamento e de reeducação – tanto financeira quanto alimentar – é o Cartão Merenda, que nada mais é do que um cartão pré-pago, que os responsáveis carregam com a quantia que acharem necessária e as crianças/jovens estudantes usam-no para comer na cantina/restaurante da escola.

O diferencial é que os pais podem controlar melhor quanto os filhos estão gastando e, inclusive, limitar certos tipos de comida que eles julguem não serem apropriados para uma boa alimentação. Para alguns pode parecer exagero, mas o assunto é bem sério. Pela primeira vez na história a OMS prevê que os filhos tenham uma longevidade menor que seus pais. Isso porque uma em cada três crianças brasileiras apresentam sobrepeso.

Sobre a questão financeira, as próprias crianças se sentem mais responsáveis com um cartão para realizar as compras na escola e acabam se interessando mais em assuntos como consumo consciente e a própria educação financeira. Felizmente, mais de 1500 escolas em todo o país já oferecem educação financeira aos seus alunos, e isso é um importante incentivo para mudar os cenários de endividamento e inadimplência observados já entre jovens de 18 a 25 anos, de acordo com estudo recente da Serasa Experian.

Quando duas das instituições mais importantes na vida de um jovem – escola e família – se unem, não tem como não alcançar ótimos resultados.

Reinaldo Domingos, educador financeiro, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) e da DSOP Educação Financeira e autor do best-seller Terapia Financeira, do lançamento Mesada não é só dinheiro, e da primeira Coleção Didática de Educação Financeira do Brasil.

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