novembro 16, 2016

Dica – Aula em 3D: Tecnologia à Vista

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CULTURA INGLESA – BANNER DE CONTEUDO

Por Rafael Pinheiro

Observando, de maneira rápida e sutil nossa realidade, elegemos um elemento que está presente em todos os âmbitos sociais: a tecnologia. Com ela – e através dela – nos conectamos a um universo de possibilidades, repleto de facilidades, altos mecanismos de informação, interação e aprendizado. E, graças ao efeito tecnológico, que expande a cada dia em uma velocidade extraordinária, precisamos dialogar sobre os impactos que o próprio advento digital impacta na base social: a educação.

O tradicionalismo pedagógico, composto por diversas matérias lecionadas e inúmeras horas acomodados em salas de aula, começa a abordar mecanismos para desviar desse panorama que, com o advento tecnológico e a busca incessante por um conhecimento dinâmico e diferenciado, reforçam gradativamente uma nova postura com relação ao modo de ensino e seus devidos desdobramentos.

No currículo – tanto para o ensino fundamental como para o ensino médio – algumas alterações começam a trilhar novos horizontes, percebendo anseios diferenciados, métodos pedagógicos pautados pela prática e olhares atentos aos desdobramentos que ocorrem nas salas de aula.

“Tecnologias digitais, como lousas e aulas em 3D, transcendem a bidimensionalidade das lousas tradicionais, proporcionando experiências de aprendizagem impensáveis em um passado não muito distante”, diz Aleksej Kozlakowski Junior, Professor e Coordenador de Tecnologia Educacional do Colégio Mater Dei. Localizado em São Paulo, a relação do colégio com a tecnologia é de aceitação e parceria, com investimento em aquisição de equipamentos e, principalmente, na capacitação de professores.

A geração de alunos que adentram as escolas diariamente possui um volume de informação internalizada, conhecendo, utilizando e adaptando todo mecanismo digital à sua rotina. Mas, a inserção tecnológica em sala de aula, por exemplo, depende de uma infinidade de fatores que devem ser analisados criteriosamente.

“A utilização de recursos tecnológicos faz parte do cotidiano dos alunos, em vários aspectos de suas vidas. Não fazia sentido manter o colégio e a aprendizagem analógica, num mundo que está cada vez mais digital. De início, alguns alunos foram reticentes, pois é do comportamento humano ter receio de novidades, mas depois de algum tempo juntaram-se aos outros alunos que já eram entusiastas do uso de tecnologias digitais”, destaca Aleksej.

De acordo com o coordenador, após a adoção de tecnologias digitais, o colégio percebeu uma melhora e maior participação dos alunos nas atividades propostas pelos professores e, consequentemente, uma melhora em seu desempenho. “A utilização de ferramentas digitais proporciona maior agilidade e diversidade nas formas de se trabalhar a aprendizagem, estimulando alunos e professores”.

Assim, novas propostas são inseridas no mercado estudantil. Além das lousas digitais, os recursos em 3D permitem uma aproximação do objeto estudado de forma peculiar. “Quando falamos em 3D, rapidamente as pessoas associam aos filmes – que hoje, graças à tecnologia podemos até assistir a um filme 4D. Pensando nesse conceito de ‘laboratório visual’, proposto pelas aulas em 3D, o próprio mecanismo da interação e da nova forma de aprender um conteúdo, salta aos olhos dos alunos de uma maneira diferente, de forma positiva e instigante”, revela Sérgio Pontes, especialista em educação.

Observar as modificações nas práticas de ensino é uma forma de interligar desejos e disseminar conhecimento de forma ampla e ilimitada, como a própria rede tecnológica propõe. O interesse tecnológico no ensino é uma forma de reconstruir sua metodologia, evoluindo os papeis de aprendizagem e os substituindo por uma nova postura, moderna e necessária.

“Se pensarmos em uma aula de química, por exemplo, é possível utilizar, em um laboratório visual, a mistura de água e sódio, e observar sua reação química. Ou, se pensarmos em uma aula de biologia, com óculos especiais os alunos podem observar os elementos de uma célula animal, percorrer cada membrana e ouvir uma explicação sobre cada funcionalidade”, explica Sérgio.

Para o especialista, é possível trabalhar com os equipamentos tecnológicos, os softwares e programas em três dimensões em uma sala de aula, “sem ter receio do professor em perder seu espaço para a tecnologia. Todo material de apoio, que possa produzir interesse no aluno, facilitar sua aprendizagem e aprimorar a didática, deve ser visto com bons olhos. Vídeos, textos, simulações, laboratórios virtuais, sala de aprendizagem em 3D, são mecanismos auxiliadores e que, de certa maneira, refletem uma noção da contemporaneidade em ascensão, já que o próprio aluno está imerso e confortável em plataformas digitais”.

A educação tecnológica, então, é uma forma construtiva e colaboradora, principalmente na relação aluno-professor, tendo, o educador, como mediador de conteúdo. E o aluno, por outro lado, agente ativo e transformador de seu aprendizado.

ENSINO HÍBRIDO

A educação híbrida mescla o ensino presencial com o virtual, dentro e fora do Colégio Teresiano, no Rio de Janeiro. Com a integração de oportunidades de aprendizagem que a tecnologia proporciona, os alunos passam a ver mais sentido no conteúdo que é apresentado, têm acesso a um aprendizado mais personalizado às suas necessidades, são estimulados a pensar criticamente e a trabalhar em grupo, segundo a coordenadora pegadógica geral, Marília Dias, e a coordenadora de mídia educacional, Patricia Siffert.

O processo de ensino híbrido vem sendo apontado, especialmente em grandes centros de pesquisa educacional fora do Brasil, como uma das tendências mais importantes para a educação do século 21. “Trata-se do nascimento de uma nova forma de fazer educação. O Teresiano, como Colégio de Aplicação da PUC-Rio, faz a vanguarda e instaura um ambiente híbrido de aprendizagem, com uma sala especialmente dedicada ao trabalho nesta linha e atuação”, diz a diretora geral Glória Fátima Nascimento.

Hoje, nas aulas, há mistura de métodos de ensino presenciais e online que otimizam a experiência do estudante, por meio de videoaulas, uso de equipamentos, pesquisa em livros e explanação dos professores.

De acordo com as professoras do Teresiano, a educação híbrida permite que as aulas sejam mais dinâmicas, acessíveis e flexíveis, já que o aluno pode ter a liberdade de escolher de qual forma deseja aprender. A integração de conteúdo online e o aprendizado colaborativo também são apontados como tendências porque juntos conseguem melhorar a formação dos estudantes. (RP)

Saiba mais:

Colégio Mater Dei – aleksej@colegiomaterdei.net

Colégio Teresiano – direcao@teresiano.g12.br

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