fevereiro 16, 2017

Qual o motivo de termos tanta dificuldade em implantar algumas práticas mesmo sabendo que são imprescindíveis para o sucesso da nossa empresa?

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CULTURA INGLESA – BANNER DE CONTEUDO

(Primeira parte do artigo)


Um dos maiores entraves para as mudanças e a assimilação de inovações são os hábitos adquiridos ao longo da nossa vida.

Hábito é a capacidade que temos de automatizar comportamentos corriqueiros, como escovar os dentes, atender a um telefone e realizar trajetos frequentes, para economizar energia e possibilitar que o cérebro concentre-se em situações novas, complexas e mais importantes.

O cérebro tem uma predisposição natural em criar hábitos para economizar energia. Quase metade das ações que executamos diariamente não são produtos de decisões deliberadas, mas sim de hábitos.

Enquanto a maioria dos estímulos que passam pelos órgãos sensoriais faz um longo caminho pelo cérebro límbico e o córtex, alguns criam atalhos até os gânglios basais, que são responsáveis por diversas funções como: coordenação motora, emoções, cognição e os comportamentos de rotina (hábitos).

Os hábitos formam-se através de um circuito de três fases: eles são desencadeados por uma sugestão que funciona como gatilho, ações que já fizemos muitas vezes, disparando a rotina gravada nos gânglios basais.

Quando o hábito toma o controle, o corpo segue a rotina habitual no automático até encontrar a porta de saída e a recompensa, que costuma ser uma boa descarga de dopamina, hormônio associado à saciedade e motivação.

Charles Duhigg, em seu best-seller “O Poder do Hábito”, denomina este ciclo de loop do hábito.

Exemplo – A coordenadora Jenifer muitas vezes chega ao final de um dia de trabalho com a sensação de missão não cumprida. Quer ser mais produtiva e, principalmente, assistir às aulas dos seus professores, mas se perde em meio aos trabalhos burocráticos e problemas do cotidiano.

Hábito – Interrompe seu trabalho o tempo todo vendo e-mails e entrando nas redes sociais. Busca sempre atividades que possa executar sem contar com ninguém e que, preferencialmente, não precise sair da sala, mesmo que não seja uma prioridade.

Gatilhos – Horário – Café – Local – Estado emocional – Julgamento do padrão emocional do outro.

A coordenadora Jenifer chega à escola, pega um café na sala dos professores, vai para a sua sala, liga o computador, verifica os e-mails e redes sociais – começa a trabalhar segura e tranquila, diferente da sensação de assistir a uma aula, na qual invadirá um espaço que não é seu, enfrentará um professor no mínimo incomodado e será obrigada a analisar, de forma lógica (gestão), uma pessoa que ela tem vínculo emocional.

Rotina – Costuma fazer isso há muito tempo, no mesmo horário, da mesma forma – quando chega à escola os gânglios basais são ativados automaticamente.

Porta de saída – Sensação de domínio e segurança. 

Final do loop do hábito – Sensação no final do dia de frustração e autodepreciação.

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