Março 17, 2017

Conversa com o Gestor – Educação Continuada: Desdobramentos Acadêmicos do Gestor

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“As mudanças no cenário globalizado são intensas e em incrível velocidade. É imprescindível manter-se atualizado e aberto para as mais diversas mudanças, desenvolver novas habilidades e estar preparado para a resolução de problemas. Além disso, é preciso foco para não se perder, tornando-se um especialista em ‘tudo’, porém de forma muito superficial”, destaca gestora educacional

Por Rafael Pinheiro / Fotos Divulgação

Na Fundação Salvador Arena, os gestores recebem cursos, oportunidades de participação em congressos, fóruns e benchmarking.

Capacitar, formar, desenvolver habilidades, reunião de métodos e teorias, aperfeiçoar, ação ou efeito de educar. As definições para a palavra que contém oito letras e uma complexidade infinita apontam caminhos e reflexões na contemporaneidade que clamam uma atenção (mais que) urgente: precisamos falar sobre educação!

Essa educação, à qual me refiro, transcende barreiras, explora novos movimentos, ganha novos espaços, adentra outras salas de aula, repousa em pesquisas intrínsecas. E, para compreender este novo fenômeno educacional, que galgou carreiras superiores acadêmicas, é preciso ampliar a ótica e interpretar o denso mecanismo da aprendizagem como uma construção diária do saber.

Admitir a faculdade do saber e suas respectivas exigências, bem como aguçar sua vontade e curiosidade, transporta qualquer estudante à uma dimensão inimaginável, com ganhos subjetivos e explorações instigantes. Promover esse hábito como uma construção de vida é sinônimo de grandes mudanças, surpresas e renovações.

Christiane Vilhena, psicóloga, coach e mestre em Teoria Psicanalítica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), acredita que a busca pelo desenvolvimento contínuo seja uma atitude que devemos cultivar na vida. “É do teólogo e psicanalista Leonardo Boff a ideia do ser humano como um projeto inacabado. Manter essa máxima como um desafio nos convoca, dia a dia, a fazer escolhas que possam, verdadeiramente, contribuir para o autodesenvolvimento”.

Segundo Christiane, quando assumimos o compromisso com a evolução disparamos um alerta atitudinal que pode e deve nos orientar na busca de situações, seja no campo pessoal, profissional ou familiar, que favoreçam a expansão das nossas forças, bem como o desenvolvimento daqueles aspectos que merecem ajustes.

Partindo desse pressuposto, é possível imaginar e projetar o sistema educacional através de intensos emaranhados e uma série de probabilidades. Observando a histórica engrenagem da educação, de forma simples e levemente, os anos de aprendizagem são separados por etapas que coincidem com os anos de vida de cada aprendiz. Após um extenso período de aprendizagem (nos ensinos básico, fundamental e médio), o ensino superior destaca a entrada no mercado de trabalho, possibilitando, assim, o conhecimento e atuação em uma profissão. Em uma pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), do total de estudantes na faixa entre 18 e 24 anos, parcela de 32,9%, frequentava o ensino superior em 2004. Em 2014, os estudantes dessa mesma faixa etária, formavam 58,5% na universidade, ou seja, um salto de mais de 30 pontos percentuais.

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