abril 12, 2017

Conversa com o Gestor – Primeiro Plano: Mulheres à frente das instituições

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CULTURA INGLESA – BANNER DE CONTEUDO

“No mercado de trabalho, os estereótipos de gênero atuam fortemente e constroem a sobrerrepresentação das mulheres nos setores mais precários, na construção social da inferioridade feminina e na articulação do pensamento machista de que a mulher não é responsável por si. Isso atua na construção da diferença de salários entre mulheres e homens, que impede a equivalência para as mesmas funções e jornadas”, destaca gerente técnica de gênero

Por Rafael Pinheiro / Fotos Divulgação

Historicamente, os gêneros que concernem à sexualidade são divididos, através de uma lógica social e cultural, em dois grupos identitários: masculino e feminino. Aos homens, o trabalho, o ambiente externo e as experimentações diárias sociais e políticas. Às mulheres, a estruturação do lar, a maternidade, a culinária e os atributos delicados da feminilidade.

Esse aspecto tradicional perdurou e consolidou imensas gerações através de séculos e décadas em diversas cidades e nações. Porém, esse modelo começou a despertar rachaduras com o tempo e a construção binária perdeu seu sentido na pós-modernidade, principalmente com o impacto de grandes revoluções de mulheres, bem como teóricos e autores pertencentes aos estudos de gênero e os grupos sociais que reinventaram corpos, vivências, desejos, subversões e conquista de direitos.

Os valores culturais que conhecemos (e consequentemente aprendemos em escalas educacionais) a construir e conceber em nossa realidade, destacam anseios distintos em homens e mulheres através de seus respectivos gêneros, ditados por uma fórmula masculina/machista que centraliza o homem em um poder absoluto, oprimindo, assim, diversas cidades pelo mundo. As figuras binárias não se restringem exclusivamente à condição do ser masculino e do ser feminino, mas transcendem essas limitações com efeitos de grande complexidade. Fato este que necessita de visualização e discussão na contemporaneidade.

O movimento pela equiparidade, por identidades diversificadas, autonomia sobre o próprio corpo, reinvindicação de direitos, lutas e resistências cotidianas, e tantas outras organizações e ativismos marcaram (e ainda marcam), de forma física ou simbólica, meninas e mulheres espalhadas por todo o planeta. Mesmo caminhando pelo século XXI, é possível observar manifestações (tanto em redes sociais como em espaços públicos) por bens essenciais de vivência.

Todas essas articulações se fazem relevantes (e necessárias, ainda) quando observamos alguns números e índices, como: todos os anos, estima-se que 500.000 mulheres sejam vítimas de estupro no Brasil, e que outros tantos milhões sofram com abusos e violências sexuais. Apenas 10% dos estupros são notificados e a maior parte dos agressores não é punida. 67% dos crimes de estupro são cometidos por parentes próximos ou conhecidos da família. Na maioria das vezes, os abusos acontecem dentro de casa, onde as crianças deveriam se sentir seguras. 70% das vítimas são crianças com menos de 13 anos. (Fonte: Plan International Brasil)

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