Abril 12, 2017

Conversa com o Gestor – Primeiro Plano: Mulheres à frente das instituições

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CULTURA INGLESA – BANNER DE CONTEUDO

Nesse sentido, de forma positiva, avistamos uma onda na atualidade que impulsiona e empodera a fala das mulheres, suas posições, manifestos e interesses. O caráter de “segundo sexo” perde o sentindo, revelando produções femininas, posições de destaque, autoafirmação, culminando e reverberando na representatividade – educacional, social e política.

 

EMPODERAMENTO E DESIGUALDADE

Pensando exclusivamente em educação, Viviana Santiago, gerente técnica de gênero da Plan International Brasil, acredita que a importância de mulheres ocupando cargos de gestão/direção em instituições é essencial para o empoderamento de meninas e mulheres a sensibilização de meninos e homens. “O fato de identificar mulheres em lugares de liderança, possibilita a cada menina perceber que ali é um lugar possível, se reconhecem, então, como meninas e como possuidoras das competências necessárias para esse lugar de tomada de liderança. Para os meninos, é a possibilidade de reconhecer que esse também é um lugar para as mulheres e aceitar essa realidade”.

Outro aspecto, comenta Viviana, é o de justiça: as mulheres são metade da humanidade, e é justo que todos os processos possam ter a participação delas, ampliando, então, a capacidade de análise, diversificando os processos de tomada de decisão e intervenção.

A desigualdade entre gêneros é impulsionada por uma cultura machista – fator cultural este alimentado por todas as correntes sociais em nosso país. Dentre os principais caminhos válidos para desconstruir padrões e estereótipos, é educar para uma equidade de gêneros. “Esse é um desafio que está para todas as pessoas da sociedade. Todos atuam no processo de socialização das crianças e é preciso começar por aí: não é papel apenas da família, apenas da escola, apenas das religiões, etc. Em todos os espaços e interações que estamos/temos, nos enviam mensagens sobre o que significa ser menina, menino, mulheres e homens. Enviam modelos, verdades, normas. Nos dizem o que é normal, o que não é normal, o que é possível, o que é próprio de cada gênero. Nesse sentido, é preciso que revisitemos essas mensagens”, explica Viviana.

A escola, então, tem a tarefa de construir outra abordagem de gênero, que seja plural, justa. De acordo com a gerente, é preciso que enxerguemos o fato que a instituição já opera um currículo e uma prática baseada nos papéis tradicionais de gênero, que tiram a visibilidade da participação das mulheres enquanto sujeitas construtoras da história, reitera o lugar dos meninos e homens como heróis salvadores e trava o desenvolvimento do potencial das crianças a partir de leituras de gênero de suas habilidades, e assim sucessivamente.

“Um desafio para todos: Identificar esse discurso, analisá-lo e estabelecer uma nova fala, que potencialize a justiça de gênero desde a infância. A criança aprende com as outras crianças, com a família, com a TV, com os aplicativos, com a escola, então tudo precisa ser observado e revisto”, completa.

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