abril 12, 2017

Conversa com o Gestor – Primeiro Plano: Mulheres à frente das instituições

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CULTURA INGLESA – BANNER DE CONTEUDO

 


Movido pelo questionamento “O que você pode fazer pela igualdade de gênero na infância?”, a Plan International Brasil, organização não-governamental que trabalha em 71 países para promover os direitos das crianças, criou o #Desafio da Igualdade – campanha que pretende abrir os olhos da sociedade brasileira para os pequenos hábitos que levam ao machismo institucional e propõe uma reflexão sobre a educação que é dada às crianças sob a ótica da igualdade de gênero. Além disso, a campanha traz diversos materiais para que o tema seja tratado pela família e na escola, entre eles, o caderno “Educação sobre Gênero na Infância”.

No decorrer de suas 46 páginas, o caderno explica porque é necessário falar sobre gênero, além de esclarecer alguns conceitos, como papeis e socialização de gênero, equidade de gênero, estereótipos de gênero, etc. O material destaca, ainda, como tratar deste tema em casa; como meninos e homens podem promover (e praticar) a igualdade de gênero; e como a direção e gestão de instituições podem prevenir conflitos na escola. Além disso, existem alguns pontos-chave de aprendizado que precisam ser entendidos pela sociedade, como a influência de gênero em toda a vida, que todos são importantes, e principalmente a diferença entre sexo e gênero, a violência sexual, entre outros.

Para mais informações, acesse: http://desafiodaigualdade.org/#downloads


MERCADO DE TRABALHO

Segundo dados divulgados pelo Fórum Econômico Mundial, em um ranking no qual compara a igualdade de gêneros entre os países, em 2014, no que se refere a equiparação dos salários, o Brasil ficou com a 71ª colocação, caindo nove posições em relação a 2013, quando estava na 62ª. De acordo com o relatório, o país apresentou uma “ligeira queda na igualdade salarial e renda média estimada” para o sexo feminino.

Para Gaya Machado, coach especialista em desenvolvimento do potencial humano, as mulheres brasileiras conseguiram alcançar a igualdade com os homens em quesitos importantes como saúde e educação, mas ainda que cheguem ao mercado de trabalho com o mesmo nível de preparo, enfrentam barreiras de todo tipo, sendo a mais grave a salarial.

De acordo com dados do relatório de Desigualdade de Gênero, divulgado pelo Fórum Econômico Mundial, os indicadores brasileiros colocam o Brasil entre os mais desiguais do mundo, no grupo dos países (acompanhado de Japão e Emirados Árabes) que fizeram investimentos importantes na educação das mulheres, mas que não conseguiram remover as barreiras à participação delas na força de trabalho.
Gaya Machado pondera que esta visão preconceituosa e dualista ainda está muito presente entre empregadores brasileiros, mas ela acredita que tende a perder espaço.

“Cada vez mais os empregadores estão percebendo que as mulheres têm tanta capacidade quanto o homem no mercado de trabalho. As competências dos gêneros se complementam, uma vez que as características diferentes de cada sexo permitem que os profissionais olhem os desafios do trabalho por ângulos diferentes e encontrem soluções e possibilidades que poderiam passar despercebidas se olhadas apenas por uma determinada forma de enxergar as coisas”, explica.

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