abril 12, 2017

Conversa com o Gestor – Primeiro Plano: Mulheres à frente das instituições

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CULTURA INGLESA – BANNER DE CONTEUDO

Quando a questão da gravidez entra em pauta, a coach afirma: “Como mulher, eu poderia dizer que sem as mulheres não haveriam novas gerações, homens, maridos, filhos, mas não vou recorrer a uma explicação simplista. Como profissional especialista em desenvolvimento humano, acompanho o aprimoramento profissional de diversas mulheres, nos mais variados setores, e posso afirmar que a mulher que retorna de uma gravidez adquire novas competências, novas habilidades e formas de enfrentar os desafios do mercado de trabalho que deveriam ser melhor exploradas, uma vez que só agregam diferenciais às suas funções anteriores”.


Marta Melo

“Na minha opinião, o perfil do gestor escolar passa por este período de transformação onde a mulher tem ganhado espaço e demonstrado o quanto alguns talentos inerentes ao perfil feminino são essenciais na liderança de uma instituição de ensino.

Acredito que as gestoras conduzem a função de forma mais democrática e permitem que seus funcionários participem do processo de tomada de decisão, além de incentivá-los a desenvolverem relações interpessoais dentro da empresa. A sensibilidade feminina permite a criação de equipes mais heterogêneas, que se complementam e trabalham de maneira democrática, contribuindo para o sucesso do projeto escolar.  Estas características são bastante perceptíveis na instituição onde atuo, porque nossa equipe se sente valorizada, tornando o ambiente estimulante para os que trabalham na instituição e acolhedor para os alunos e pais.

Por outro lado, quando se trata de gerir uma instituição de educação, ainda percebo que os homens são mais valorizados, é mais comum você encontrar homens em cargos de direção do que mulheres. Mas espero que o movimento pelo empoderamento feminino, que para minha alegria vem crescendo a cada dia mais, em diversas áreas, proporcione o reconhecimento da mulher também na educação” Marta Cristina A. de Mello Soares, Diretora Pedagógica do Colégio Batista Brasileiro Unidade de Bauru, SP.


“Empoderamento feminino é um termo atualmente muito usado, porém dentro de nossas escolas – Casinha Pequenina, Colégio Friburgo e Parâmetros -, a palavra não faz tanto sentido já que nossa instituição é comandada principalmente por mulheres.

Empoderar-se significa obter poder para si, o que na minha condição não é necessário. Partindo do pressuposto de que quem quer empoderar-se não possui, a princípio, poder; não cabe em nossa instituição esse movimento porque dentro de nossos colégios, gêneros não são diferenciados e a escolha de cargos não passa por essa questão. Desde a fundação não acontece essa diferença. Somos vanguarda, acredito.

Mulheres estão à frente de instituições de ensino há muitos anos. Comandamos as escolas com muito orgulho. É triste ter de haver um movimento para a equidade de gêneros. Estamos, afinal, em 2017; já era hora de isso ser um processo natural. Essa luta deveria estar extinta. Sei muito bem que na área de educação a tradição é ter mulheres no comando. Porém também sei que, muitas vezes, a gestão da maioria das escolas é feita por homens. Isso deveria ser analisado com mais profundidade.

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