abril 27, 2017

Como os gestores podem falar sobre o “Jogo da Baleia Azul” dentro e fora das escolas

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CULTURA INGLESA – BANNER DE CONTEUDO

Por Carina Gonçalves

Que a tecnologia é uma ferramenta ótima para diversos fins, todos nós já sabemos, porém, saber usá-la é outra coisa. No texto de hoje, em especial, abordo um tema polêmico e presente dentro das escolas, dos lares e nas comunidades virtuais, das quais os jovens e alunos ignoram o possível perigo envolvido. Me refiro ao “Jogo da Baleia Azul”. Precisamos falar sobre este tema, bem como dar dicas de como os gestores de escolas, pais e responsáveis podem lidar com esses jogos virtuais, que em muitas vezes, incentivam ou instigam para atitudes não saudáveis físico e mental.

 

Saiba mais sobre o Jogo da Baleia Azul:

Segundo pesquisas, o jogo surgiu em 2015 na Rússia, devido uma notícia falsa que no final acabou se tornando verdadeira e resultou na morte de cerca de 130 jovens. O jogo consiste em 50 desafios dos quais incentivam os jovens ao isolamento social, automutilação (cortes e machucados pelo corpo) e, ao final, o suicídio. Até o momento, estima-se que o público alvo está entre jovens de 12 a 24 anos de idade, mas não há confirmação correta sobre a faixa etária.  Não existe distinção de gênero e ou classe social. O “jogador” é sempre convidado por um curador (responsável pelo participante) e deve responder as mensagens com provas de suas ações, incluindo assistir filmes de terror e psicodélicos de madrugada indicados por outra pessoa. Entre as ações possíveis de serem vistas pelos pais e ou responsáveis, que podem ajudar a identificar a participação do jovem no desafio, estão o corte na mão e no lábio, automutilações, a inscrição da sigla F57 na palma da mão, desenho de uma baleia azul no braço, exclusão social e comportamento depressivo, além de outros.

 

Como os gestores podem agir:

Segundo Rafael Nunes, Coach Empresarial da empresa Facilitare Coaching, durante o ciclo escolar o aluno passa por várias fases de fragilidade quanto à própria personalidade e auto estima, por isso, os gestores das escolas devem ter um plano de ação permanente de identificação e combate à depressão, inclusive, com o apoio de psicólogos. “Além das crianças e jovens, os gestores, professores e profissionais de educação devem estar preparados para lidar com situações de risco como essa e outras que ainda podem surgir. Ter um planejamento e preparo para gerir estas situações são importantes para minimizar os possíveis estragos de uma “brincadeira” viral e tão perigosa para a sociedade”, comenta.

 

Riscos para os participantes:

De acordo com a médica pediatra Priscila Zanotti Stagliorio, não se trata de uma brincadeira ou mesmo um jogo.  Trata-se de um estímulo para o suicídio e deve ser um alerta para que os pais e responsáveis fiquem atentos e mais próximos de seus filhos. “É necessário criar o hábito de conversar com os filhos e deixá-los falar à vontade sobre tudo, sem demonstrar preconceito ou repressão. Somente assim cria-se um laço de confiança e a troca de informações que podem ajudar na educação completa. Adolescentes e jovens com tendência e ou quadros depressivos são os mais propensos à praticarem o suicídio e, em muitas vezes, eles dão algum sinal antes de realizar como se pedissem ajuda. Porém, por falta de atenção e ou mesmo preparo, os pais ou responsáveis não entendem em tempo e se lamentam depois por algo que poderia ser evitado. Quando um participante é identificado ou o adolescente demonstre interesse pelo jogo, recomendo a supervisão de pediatras, psicólogos e até psiquiatras para acompanhar de perto o comportamento do indivíduo, com o objetivo de evitar tragédias”, finaliza.

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