Maio 3, 2017

Conversa com o Gestor – Educação em Transformação: Metodologia Híbrida e as Contribuições Tecnológicas ao Ensino Tradicional

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CULTURA INGLESA – BANNER DE CONTEUDO

Uma das primeiras atividades desenvolvidas com os estudantes foi a aula de criação, para escolher o nome da sala de estudos híbridos. Hoje, o espaço é conhecido no colégio como “Sala Verde”, uma referência a decoração do local. Após participarem da aula, os estudantes ainda estão definindo o nome do novo espaço de estudos.

 

ALFABETIZAÇÃO CONECTADA

O PALMA (Programa de Alfabetização na Língua Materna), aplicativo gratuito que combina letras, imagens e áudios em atividades autoinstrucionais, tem por objetivo desenvolver, por meio digital, habilidades de leitura, escrita e compreensão de pequenos textos, tanto em crianças, quanto em adultos em processo de aprendizagem do ler e do escrever.

 

Em Itatiba (SP), uma das cidades onde o projeto piloto do aplicativo foi testado no Ensino Fundamental I e nas turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA), os professores da rede constataram uma melhora de 30% no aprendizado e uma redução de 50% na evasão em um ano de uso da ferramenta. “A motivação dos alunos é notada pela satisfação que eles demonstram em utilizar uma tecnologia, de que muitos só tinham ouvido falar que era algo de que os adolescentes e jovens gostam. Houve aumento de motivação também entre os discentes em relação à aprendizagem”, argumenta Fatima Polesi Lukjanenko, secretária municipal de Educação de Itatiba.

O Palma foi idealizado pelo matemático José Luís Poli, cofundador da Instituição de Ensino Superior Anhanguera Educacional, em parceria com acadêmicos na área de educação, analistas de sistemas e designers digitais. Segundo Poli, o programa tem como princípio estruturante os estudos na neurociência acerca do funcionamento da leitura, por meio de atividades de compreensão dos sons da fala. “O Palma não é uma metodologia de ensino e não substitui o método de alfabetização adotado pelas escolas. Ele complementa o aprendizado ao oferecer práticas pedagógicas que exploram as possibilidades e facilidades da tecnologia”, explica o matemático.

O professor justifica que a melhora no desempenho dos estudantes com o uso do Palma é atingida pela interação do aluno – seja adulto ou criança – com o mundo da tecnologia. “As crianças ‘nascem sabendo’ mexer em telas in touch e dificilmente um jovem adulto de hoje não tem um celular ou tablet. Essa inovação aproxima o aluno dos estudos e o aluno da escola”, argumenta.

O aplicativo está estruturado em cinco níveis que vão desde a apresentação da grafia e som das letras do alfabeto até a compreensão de frases e pequenos textos. Cada nível está organizado em módulos de conteúdos que possuem atividades de aprendizagem e de fixação de conteúdo. Todas essas atividades possuem comandos que orientam o aluno no que deve ser realizado. Além disso, há atividades de caligrafia e jogos para integrar os conteúdos e, ao final, uma avaliação de nível. Ao término das atividades o aluno recebe uma nota que fica guardada na área administrativa do aplicativo, onde o professor pode acompanhar o desempenho do aluno.

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