agosto 10, 2017

Embarques e Desembarques

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É dessa forma que venho trabalhando no artigo deste mês. Entre embarques e desembarques, escrevo aqui, observo ali, me emociono com cada palavra, com cada gesto. Entre idas e vindas, comprovo que o movimento rumo a CAUSA está acontecendo, ele nos afeta diariamente, seja positivamente ou negativamente. Embarcar tem dessas coisas, os familiares ficam distantes, a saudade aumenta e o coração aquece.

Fiquei me perguntando, nestes dias fora de casa se, envelhecer é isso? Emocionar-se com cada gesto de carinho, com cada criança que aprende a ler, com cada adolescente que conquista o primeiro amor… será? Se for, intuo que já estou amadurecendo, porém, não ficando velha, já que sinto todas as emoções de alguém que está descobrindo o mundo. É assim que me sinto a cada conferência que faço, além de me sentir mais nova, sinto que ainda falta muito.

Que presente a vida me deu – e me dá -, entre idas e vindas, acompanho vários embarques de pessoas queridas que comungam comigo de um mesmo sonho. O sonho de uma nação que tenha como CAUSA: A educação das novas gerações. Ser educador é isso, é sonhar e realizar, é fazer a diferença em cada aula, em cada intervenção, é chegar ao final do dia e rever sua ação, é dizer para si mesma: hoje fiz o meu melhor.

Causa, como princípio é isso, é saber para onde se quer ir, é orientador, é direção. Princípios inegociáveis! Quando encontro educadores que sabem da sua causa, encontro profissionais e não amadores! É isso que venho colhendo e convidando a cada um de vocês que me acompanham. Façam diferente, assumam sua causa, independente da situação precária pela qual passa a educação brasileira. Estar educador não é apenas um bico para tempos difíceis. Educar é um projeto de nação, ele (deve) acontecer independentemente de posições políticas e ideologias partidárias, educar é uma CAUSA e, portanto, é inegociável.

Educar é processo, é laço, é humano, é sentido, é fazer ressoar a palavra e até mesmo os silêncios de cada sujeito envolvido nesse ATO EDUCATIVO, independente da raça, do gênero, da sexualidade, da deficiência, educar é uma ação humana. Lembrem-se: não nascemos humanos, nos tornamos humanos na interação com o outro humano.

Então, pensemos…

Entre embarques e desembarques, eu conheço professores, crianças, pais, comerciantes que me fazem marejar os olhos, que me inspiram a seguir, que me reatualizam em cada olhar, em cada estudo, em cada desafio desse ato tão visceral! É assim que nos tornamos educadores, é da simplicidade ao requinte, do simples ao complexo, da teoria a prática, do olhar atento e uma escuta com cuidados. É nesse nó que conseguiremos encontrar o nosso currículo, o aluno (a), é assim que poderemos falar de uma educação de embarques e poucos desembarques.

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