agosto 16, 2017

Autonomia

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Nos artigos anteriores apresentamos algumas ideias sobre a questão da motivação no que se refere ao método scarf desenvolvido pelo pesquisador norteamericano David Rock. Explicitamos o elemento segurança, que é um dos cinco elementos descritos por ele para promover a motivação. Além da segurança, devemos considerar as conexões, a justiça e a autonomia. É sobre esta que iremos aprofundar algumas ideias neste artigo.

O primeiro aspecto a ser considerado é não confundirmos autonomia com abandono. As situações de abandono se caracterizam por negligência, ou seja, não consideram se a pessoa está apta ou não a lidar com aquele problema ou questão, simplesmente a deixa perdida e sem orientação sobre como agir, ficando a seu critério como conduzir suas ações. Nesse sentido, o abandono, ao contrário de promover a autonomia, pode gerar o aprendizado pela tentativa e erro, ou até mesmo induzir o outro ao fracasso ou ao medo. Afinal, abandono é simplesmente deixar a pessoa entregue à si mesma e à situação desafiadora.

Por outro lado, quando se quer promover a autonomia, seja de uma equipe ou de uma pessoa, é essencial identificar as habilidades e competências de cada um, seu preparo e seus potenciais aspectos a serem desenvolvidos e aprimorados. Aliado a isso, dosar a liberdade e a orientação é um quesito fundamental para desenvolver comportamentos autônomos. Assim, quando novos desafios são apresentados, a pessoa se sente segura para arriscar e decidir como conduzir suas ações e as situações. Não paralisa, mas também mede as consequências, não age de maneira imprudente ou irresponsável.

O segundo aspecto a ser considerado é a importância de se desenvolver a autonomia no ambiente profissional. Como sabemos, ela é fator de motivação. Isso se verifica a partir de estudos que demonstram que seguir atividades com instruções rígidas, com pouca flexibilidade e com supervisão rigorosa aumentam os níveis de estresse de quem executa as atividades. Por outro lado, permitir maleabilidade nas decisões e menos controle severo sobre todas as ações tende a não aumentar os níveis de estresse. Consequentemente, promover um ambiente autônomo, de maneira adequada, é um componente que enriquece o potencial motivacional de uma equipe.

Líderes que acreditam na supervisão ferrenha e constante de cada mínimo passo podem estar gerando mais estresse, menos motivação e, portanto, menos produtividade.

Como gestor, como você tem equilibrado a liberdade e autonomia com a responsabilidade e a supervisão daqueles que compõem o seu time?

Prof. Leo Fraiman – Psicoterapeuta, escritor e palestrante. É autor da Metodologia OPEE, adotada atualmente por mais de 150 escolas em todo o Brasil, e também do livro “Como Ensinar Bem”, pela Editora OPEE. Integrante do conselho mundial de educação para autonomia da Danone. Consultor Site: www.leofraiman.com.br

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