setembro 10, 2017

Conversa com o Gestor – Educação e Cidadania: Apontamentos que transcendem as salas de aula

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CULTURA INGLESA – BANNER DE CONTEUDO

“A escola atua na base da formação do sujeito. Lida com mentalidade, percepção e isso graças ao longo período da escolarização básica. A escola é um espaço privilegiado para uma vivência cidadã. Ela cria condições para a convivência coletiva no respeito a diversidade e pluralidade de nossa sociedade”, diz Aleluia Heringer Lisboa Teixeira, Diretora do Colégio Santo Agostinho Unidade Contagem – Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG)

Por Rafael Pinheiro / Fotos Patrick Bonnereau e Divulgação

Aleluia Heringer Lisboa Teixeira

O conceito de cidadania pode ser observado e problematizado sob amplas e complexas óticas. Se estreitarmos o olhar sobre as ideias, significados e seus respectivos desdobramentos em todas as esferas sociais transitadas cotidianamente, percebemos uma multiplicidade de pensamento acerca do exercício da cidadania que, de certa forma, transcende definições teóricas e expande para outros campos.

Nesse aspecto, o denso processo educacional, enraizado em mecanismos que abrangem o sociocultural e, também, a constituição, vivência e experimentação de cada aluno e aluna, desdobra e influencia uma educação para a cidadania – através de construtos diários, fomentando encontros, relações, conhecimento de si e do outro, empatia e em uma vivência coletiva pautada pelo respeito em todas as escalas de diversidade e pluralidade.

Para o professor Paulo Procópio da Silva, do Centro Universitário Eniac em Guarulhos, Grande São Paulo, o papel da escola na promoção da cidadania é levar o conhecimento de seus direitos e deveres a seus alunos e comunidades, criando assim um público mais crítico em relação a seus direitos e deveres. “O professor e a equipe de gestão escolar têm um papel fundamental para o desdobramento na educação de seus alunos, promovendo igualdade social, racial, respeito, disciplina, e acesso a cultura, são esforços praticados no espaço escolar na tentativa de formar cidadãos conscientes”.

O Colégio Santo Agostinho (MG) acredita no preceito “gente que forma gente”

Dessa aproximação entre educação e cidadania surgem alguns questionamentos significantes, como: É possível, em uma atualidade inteiramente conectada, estabelecer diálogos acerca da importância da cidadania? Sobre esse apontamento, Aleluia Heringer Lisboa Teixeira, diretora do Colégio Santo Agostinho Unidade Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte (MG), assinala que a ética, a cordialidade e o “bom tom” que utilizamos no “olho a olho”, devem ser levados para as redes sociais.

“Os debates envolvendo questões políticas, de costumes, religião, sexualidade, racismo, homofobia e tantos outros assuntos não podem engolir, abafar ou eliminar o outro. O bonito da vida é que ela não é do tamanho do meu mundo. Do mundo de ninguém! Querendo ou não, a escola, ao se abrir para a diversidade da vida, ao enfrentar e tratar de forma pedagógica e sem medo a complexidade da vida social, ela contribui para o fortalecimento do diálogo e da cidadania”, destaca Aleluia.

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