setembro 10, 2017

Conversa com o Gestor – Educação e Cidadania: Apontamentos que transcendem as salas de aula

Publicidade

CULTURA INGLESA – BANNER DE CONTEUDO

A interação transversal e a contribuição para este diálogo devem surgir (não apenas) em idades avançadas, mas, sobretudo, nos primeiros anos de vida e, assim, no início da vida escolar. De acordo com a diretora Aleluia, a idade específica para iniciar os trabalhos relacionados à cidadania no ensino, segue no maternal, “quando os pais entregam o filho para a professora. Ali, na portaria, a escola diz: pai/mãe, daqui para frente é com a gente. Este é um símbolo que significa que nós retiramos o ‘príncipe’ do ‘colo da princesa’ e o levamos para o reino dos comuns, do povo, da república. Ele é ‘destronado’, conforme se diz. Este é o papel da educação”.

Tornar-se sujeito com a compreensão integral dos aspectos da cidadania é uma tarefa árdua, longa e que, de certa forma, não é limitada, finita ou efêmera. Tornar-se cidadão ou cidadã é um movimento contínuo de descobertas, ações, reflexões e, também, do conjunto de ensino e aprendizagem.

O Colégio Marista Arquidiocesano (SP) salienta o _Projeto de Intervenção Social (PIS)_ como movimento de interação instigante entre os alunos

INTERVENÇÃO SOCIAL

Integrante do Grupo Marista – que possui uma rede de 18 colégios envolvendo mais de 24 mil alunos – o Colégio Marista Arquidiocesano de São Paulo propõe valores sólidos, acompanhamento das mudanças contemporâneas nas questões sociais, culturais e ambientais, além de promover uma gama diversificada de projetos e ações nos espaços da instituição.

Dentre os principais programas desenvolvidos pelo colégio, salientamos, aqui, o “Projeto de Intervenção Social (PIS)”, que terá início ao longo deste segundo semestre a partir de um tema cultural para a série “Lugares da cidadania: Por um modo mais ético de ser e estar no mundo”. Ricardo Santos Chiquito, coordenador psicopedagógico do Fundamental I do colégio, conta que este projeto foi pensado como mais uma situação de aprendizagem nos anos iniciais do ensino fundamental, sendo assim uma prática que visa ampliar as perspectivas de ensino e aprendizagem no ensino fundamental.

“A ideia é colocarmos as crianças em uma situação de pensar sobre a realidade que vivemos e como podemos tornar nossas vidas melhores”, ressalta Ricardo. As reflexões e pesquisas do projeto partirão de 8 temas, que são: Muitos céus, uma só terra: os compromissos da fé por um planeta que vive; O que é preciso para a nossa vida ser melhor?; Se correr o lixo pega, se ficar o lixo come; A criança no/do mundo; Diversidade em risco, vidas extintas: a natureza pede socorro; Brasil: lugar de encontros e desencontros de culturas; O impacto das tecnologias em nossas vidas; Modas e modismos, consumos e consumismos: a vida tem preço?

“Estamos trabalhando com a ideia de que a pesquisa é, também, um lugar de cidadania e que a construção do conhecimento é um espaço em que a própria cidadania é construída. A pesquisa é, então, uma forma de se exercer a cidadania, um modo de ser e estar no mundo. Um lugar de cidadania e de experimentar uma vida de estudante-cidadão”, explica o coordenador.

Continue Lendo

Assine nossa Newsletter

Veja agora este vídeo

Comentários encerrados.