setembro 10, 2017

Dica – Playground (Normas e Especificações): Planejamento, segurança e diversão

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Dentre os destaques da norma regulamentada pela ABNT, a área de circulação ao redor do parquinho deve ter, no mínimo, 1,5 metros; parafusos e roscas salientes devem ter acabamentos de proteção; o playground deve ser dividido em áreas, conforme faixa etária das crianças; os cantos dos brinquedos devem ser arredondados; parquinhos de madeira devem ter acabamento liso, livre de lascas ou farpas; é necessário instalar barreiras de segurança ao redor dos brinquedos, para desencorajar as crianças a correr dentro da área do trajeto dos balanços.

Além da ABNT, contam Humberto e Danilo, é possível solicitar a ART (Anotação de Responsabilidade Técnica), uma aprovação de projeto realizada após uma análise técnica de um engenheiro civil ou bombeiro.

Segundo a advogada Viviana Callegari, existe um projeto de Lei da Câmara dos Deputados que dispõe sobre normas de segurança e de manutenção em brinquedos dos parques infantis localizados em áreas de uso coletivo e em estabelecimentos de educação infantil e de ensino fundamental. “Tal projeto está em trâmite no senado. Caso seja sancionado, as observações das normas de segurança da ABNT serão obrigatórias”.

DIVERSÃO E BEM-ESTAR

Atualmente, sobretudo no mercado de brinquedos, percebemos uma expansão de projetos que intercalam espaços lúdicos com desenvolvimento pedagógico e físico para as crianças, como a API – Academia da Primeira Idade. Os brinquedos desenvolvidos sob o prisma da API possuem alguns fatores, como interação social com outras crianças, prática de exercícios físicos e a capacidade de vencer obstáculos.

“Muitos dos brinquedos, embora tendo suas funções baseadas nos brinquedos convencionais, oferecem alguns diferenciais. Por exemplo, na Gangorra Cruzada a criança brinca com outra que está sentada diagonalmente oposta a ela, e não exatamente em frente”, comenta Hugo Carlone, coordenador de marketing de uma empresa que trabalha no projeto de academia ao ar livre.

No que tange a utilização e, principalmente, o desejo em inserir esses playgrounds nas escolas, Hugo dispara dois questionamentos sobre segurança e benefício do equipamento. “São equipamentos fabricados dentro da Norma ABNT NBR 16071? São duráveis e feitos com peças de qualidade, que não se soltam? Ele realmente é estimulante para elas? As desafia e proporciona oportunidades de interação e de vencer desafios? Estes são pontos mais subjetivos e a resposta para eles podem estar em detalhes como o design do brinquedo”.

Dessa forma, estreitar os laços existentes entre o entretenimento e a segurança reforçam características singulares para a implantação e manutenção de qualquer brinquedo na escola. Mesmo que, até o momento, não exista certificação obrigatória para a inclusão dos equipamentos, o amparo à norma ABNT é indispensável, garantindo segurança total aos alunos.

A partir do momento que existe a norma, diz Hugo, ela passa a ser obrigatória e deve ser adotada por todos os fabricantes. “O que na verdade é opcional é a certificação desta norma, que ainda é voluntária e não compulsória (obrigatória). As certificações é que atestam que determinado produto está de acordo com a norma. Se há a norma, os produtos devem ser fabricados de acordo com ela. O que é opcional é obter a certificação para esta norma em questão”, conclui. (RP)

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