outubro 18, 2017

Dia do professor, véspera do ENEM. Vamos repensar essa relação?

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CULTURA INGLESA – BANNER DE CONTEUDO

“a relação pedagógica requer a interdependência entre influências externas e condições internas dos alunos; o professor deve organizar o ensino, mas o seu objetivo é o desenvolvimento autônomo e independente dos alunos”. (José Carlos Libâneo)

Neste ano, comemoramos o dia do professor, há poucos dias, para a realização do Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM e essa coincidência nos coloca, frente a um dilema que diz respeito à prática pedagógica e a demanda exigida pela sociedade.

O papel do professor é maior do que simplesmente preparar para um exame. Professores preparam para os desafios da vida! Aprender a aprender, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser – são metas da UNESCO.

A febre dos rankings do ENEM para as escolas, acaba por relegar para o segundo plano, um dos personagens principais, do processo educativo: o professor. É pobre restringir a escolarização e a educação, somente a uma prova e, reducionista por parte das comunidades, pais e responsáveis, exigirem a performance, nesta avaliação, para escolher uma boa escola. Educar vai além dos comparativos “rankiadores” do ENEM.

Um dos fatores principais que restringem ou impedem a maior valorização do professor é que todos avaliam seu trabalho como imprescindível ou sentem comoção pelo seu esforço diário, mas, não pressionam as autoridades a colocarem a educação, como pauta emergencial, muito além do marketing, slogans e promessas eleitorais. A educação é o alvo e o Brasil precisa acertar! Pecar neste aspecto compromete todo o paradigma de desenvolvimento da nação e suas perspectivas de crescimento ético, econômico, tecnológico e cultural.

O professor é a “alma” da escola, pois, colabora “no chão da sala de aula” para a expansão do conhecimento e nenhuma tecnologia, promove mudanças, sem contar com sua adesão e apoio. Professor e escolas, não devem ser medidos, somente pelo desempenho no ENEM. A frase milenar de Lao Tsé nos dá o panorama preciso do papel social do professor: “Se deres um peixe a um homem faminto, vais alimentá-lo por um dia. Se o ensinares a pescar, vais alimentá-lo toda a vida”.

Logicamente que, o ENEM trouxe, um avanço para a modelagem educativa nacional que priorizou, durante séculos, projetos pedagógicos que se norteavam por parâmetros tradicionais que focavam a repetição, reprodução e devolutiva mecânicas de conteúdos maçantes e pouco significativos. A metodologia da TRI – Teoria da Resposta ao Item, rompeu com o “decoreba” da Teoria Clássica do Teste que com a visão meramente quantitativa do processo avaliativo, formou gerações. Novos parâmetros emergiram: como discriminação, dificuldade e acerto casual.
Especialistas em avaliação defendem que, os resultados obtidos na mesma, devem auxiliar o professor a repensar e redirecionar seu trabalho, sua prática pedagógica e consequentemente a sua metodologia. Contudo, avaliar a escola, sua rotina de formação de pensadores críticos e resultados, somente pelos dados “rankiadores” da avaliação externa é esquecer que a educação é um processo dinâmico que dura toda a vida. Sem contar, que muitas escolas, maquiam suas informações de CNPJ e suas turmas de terceiro ano, para se posicionarem confortavelmente, na vanguarda dos rankings.

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