novembro 14, 2017

Recorte do meu percurso

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CULTURA INGLESA – BANNER DE CONTEUDO

Hoje meu artigo vem coberto de emoção e ainda muita reflexão. Acabo de retornar de uma jornada na Educação Cubana e pude reviver o que vivi lá no ano de 2003, quando apresentei meu primeiro trabalho pedagógico.

Passear, andar e estudar em La Habana, é um mergulho nas décadas de 1950 e 1960, mas algo me chamou muito a atenção: os princípios inegociáveis, como a importância da família na vida de suas crianças.

Ali, vivi e revivi meus primeiros dias em uma sala de aula. A cidade é um convite a refletir sem julgar, apenas escutar e olhar atentamente e aproveitar o mergulho no nosso próprio passado.
Relembrei o dia em que escolhi pela educação, foi na década de 1980, onde eu acreditava que todo sujeito deve ter uma CAUSA e a minha sempre foi a dos alunos e alunas INEDUCÁVEIS, era assim que eu sempre era escolhida para assumir a sala mais difícil. Foi assim que comecei meu magistério, foi ali que entendi que a memória afetiva funciona, desde que eu tenha algo afetivo para lembrar, algo que tenha me marcado lindamente.

E me lembrei… Foram meus primeiros professores, eles me marcaram, pois me lembravam o tempo todo o que eu tinha de bom e não apenas o que me faltava.

Viajar para estudar nos permite olhar para dentro, rever o que queremos deixar pelo caminho, desapegar de crenças equivocadas e construir novos discursos e práticas.

Entre Cuba e Brasil, tantas coisas acontecem, temos tantas diferenças, somos muito mais “avançados” tecnologicamente… Somos… Temos…

Mas algo ali me tocou profundamente, educar é algo simples, acontece na relação com o Outro (humano), acontece no um a um, considerando a educação para todos, porém no um a um cada sujeito (alunos e alunas) trazem em sua bagagem, uma história única querendo ser RECONTADA, com autoria própria.
Será que isso é possível em um mundo da pressa e da eficiência? Esta é uma questão que estou desenvolvendo sem pressa.
A questão que quero deixar para cada um dos meus leitores é: qual é a sua causa? O que te levou a ser e estar professor?
Quais são os princípios inegociáveis na sua sala de aula e na sua escola?
É assim que começamos a rever nossos discursos e nossas práticas, sem culpa, sem medo e sem ideais.

E assim, começamos a considerar uma Educação do Real, da sensibilidade, da escuta e do olhar… Uma educação que toque no que temos de melhor.
Uma educação que desacelere e lembre de sua CAUSA.

A minha CAUSA?

Me tornar uma pessoa melhor do que ontem e possibilite a cada um que passe por mim a tornar-se também…
Sim, ando devagar porque um dia já tive pressa…
Ando devagar porque quero olhar e escutar
Ando devagar porque a educação é incompatível com a pressa!
Ando devagar porque estou no percurso…

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