novembro 23, 2017

Conversa com o Gestor – Efeitos & Afetos: Estados Socioemocionais na Interação Escolar

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As crianças e jovens que têm as competências socioemocionais trabalhadas e desenvolvidas, desde novos, tornam-se adultos mais preparados para os desafios do mundo contemporâneo e apresentam facilidade em aplicar os conteúdos acadêmicos aprendidos. No século XXI, é de suma importância que habilidades como autocontrole, resiliência, empatia, tolerância, otimismo, entre outras sejam desenvolvidas, tanto para a realização pessoal, quanto para uma boa colocação no mercado de trabalho”, defende Anna Paula Jorge Jardim, vice-Diretora do Colégio Nossa Senhora das Dores (MG)

Por Rafael Pinheiro / Fotos Divulgação

Colégio Franciscano Pio XII (SP)

 

A estrutura física estudantil recebe, diariamente, como em um fluxo contínuo, inúmeros estudantes, de diversas idades e identidades, com aspirações múltiplas e ávidos para observar, aprender e compreender. Mas também sentir, relacionar e dialogar com um circuito denso de afetos que toda a arquitetura escolar – física e emocional – propicia de maneira instigante a todos e todas que frequentam o longo caminhar da aprendizagem.

Tendo a instituição escolar como uma edificação social dinâmica, com ela (e a partir dela), estímulos, habilidades, mudança de comportamentos, interferência de diversos fatores (intelectual, físico, social, emocional e psicomotor), experiências significativas, autodescoberta e, também, dificuldades explícitas ou sutis ganham força durante todo o extenso período letivo.

Nesse processo de interação, que recebe influência de uma infinidade de fatores, funda-se um emaranhado de saberes, práticas, valores, crenças e conhecimentos. E, nessa rede, fortalecida no interior de cada instituição, certas práticas e técnicas são utilizadas para diagnosticar, acompanhar e amenizar impactos e problematizações inerentes aos seres humanos. Em um olhar contemporâneo, os debates que cercam os efeitos da educação, ressaltam uma urgência: as ressonâncias e repercussões socioemocionais.

“As emoções emanam de todo ser humano e estão muito presentes ao longo do processo de aprendizagem. Saber enfrentar uma dificuldade de aprendizagem, saber lidar com os resultados positivos e com as frustrações escolares torna-se uma necessidade, principalmente nesse contexto atual, em que lidar com as frustrações e assimilar o ‘não’ parece um obstáculo cada vez maior, quase insuportável”, diz Carlos Eduardo de Castro, psicólogo, filósofo, humanista e orientador educacional da Escola Educarte (Unidade Parceira do Sistema de Ensino Poliedro) em Cruzeiro (SP).

Colégio Franciscano Pio XII (SP)

Especialistas da educação afirmam que o desenvolvimento das habilidades socioemocionais são importantes para a formação dos alunos. Pois, se não forem bem trabalhadas, acabam interferindo ou até mesmo prejudicando o aprendizado cognitivo, reverberando, também, nos relacionamentos sociais. “O desenvolvimento socioemocional, que tanta discussão tem causado entre os pedagogos atuais, excede os parâmetros básicos da educação como o letramento e numeramento, e vem ressaltando elementos que sempre estiveram presentes na educação, mas de forma quase inconsciente. Os elementos sociais e emocionais emergem como fatores essenciais do processo de aprendizagem”, argumenta Carlos.

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