novembro 23, 2017

Conversa com o Gestor – Efeitos & Afetos: Estados Socioemocionais na Interação Escolar

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Estreitando a ótica à atualidade e sobretudo qual o papel da escola na construção das habilidades socioemocionais, Luciana Mota Dias Brites, psicopedagoga e psicomotricista, indica que, no ambiente escolar, muitas relações estão sendo expostas, conflitos, disputas, além de muitas relações sendo feitas, amizades, companheirismo, competição, colaboração, enfim, “um ambiente em que as crianças estão se relacionando entre elas, em várias situações tendo uma rica oportunidade em ensinar muitas coisas fundamentais nessa habilidade socioemocional como resiliência e empatia, por exemplo, sendo o professor e os profissionais dentro da escola preparados para lidar com todas as situações de forma a fazer pensar, criando assim conceitos, ideias e atitudes”.

Dessa forma, alguns impactos podem ser observados aproximando o ambiente escolar do desenvolvimento de competências socioemocionais: “Sabemos que crianças que são emocionalmente equilibradas conseguem expressar mais seu potencial cognitivo, pois sabem entender e expressar suas emoções. Além disso, exercício do diálogo possibilita uma melhora do vocabulário e organização de ideias. Pessoas que desenvolvem essas competências apresentam menos riscos de desenvolver transtornos, como depressão, ansiedade, pânico e fobias”, destaca a especialista Luciana.

Colégio Franciscano Pio XII (SP)

COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS

Discussões sobre o modelo tradicional da educação vêm sendo realizadas por educadores, professores, instituições e autoridades e muitos já percebem a necessidade de mudança, na qual trabalhar o desenvolvimento de habilidades socioemocionais – essenciais no século XXI – contribui tanto para a formação de um líder no futuro, quanto para a melhora de seu desempenho em sala de aula.

O Colégio Franciscano Pio XII, situado no bairro do Morumbi (SP), conta com iniciativas para o desenvolvimento integral do aluno, como trabalho voluntário, projetos interdisciplinares, currículos de outros países, dentre outros, preparando o aluno para a vida e seus desafios futuros.

Para Paulo Edison e Oliveira, professor de Sociologia do Colégio Franciscano Pio XII, a escola não deve se basear somente na aprendizagem de conteúdos estáticos, mas no desenvolvimento de competências que relacionam os aspectos cognitivos e socioemocionais. “A escola contemporânea está baseada, de acordo com relatório da Unesco para desenvolvimento humano, em quatro princípios: aprender a fazer, ser, conhecer e a conviver. Portanto, ela deve se preocupar com a formação integral do ser humano, preparando-o para o mundo do trabalho, o exercício da cidadania e a aprender ao longo da vida. Desta maneira, liderar pressupõe que este jovem seja capaz de ler a realidade e tomar decisões que envolva outras pessoas com ética e responsabilidade”, diz.

Um grupo de alunos do 6º ao 8º ano do Ensino Fundamental II exerce a cidadania por meio de ações voluntárias na Pastoral no Colégio. Maria Aparecida Rocha Scognamiglio, coordenadora da Pastoral do Colégio, comenta que são os próprios alunos que têm as ideias de atividades lúdicas, seja em uma visita a uma instituição para crianças ou para idosos. “Eles se dedicam e se envolvem em todos os processos do voluntariado, desde a organização até a execução. Essa atividade faz com que eles tomem decisões e é esse o jovem que queremos formar: que ele prossiga de forma autônoma para seu futuro”, explica.

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