novembro 23, 2017

Conversa com o Gestor – Efeitos & Afetos: Estados Socioemocionais na Interação Escolar

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Nesse contexto, a diretora da Casa Escola, Priscila Griner, explica que afetividade não é sinônimo de excesso de carinho: “Não se trata de uma conotação melosa ou piegas. A afetividade é constituinte do aprendizado e perpassa pela qualidade da mediação, ou seja, da intervenção em interação com o outro no processo ensino aprendizagem. Todos aprendem à sua maneira e no geral, inclusive o adulto mediador. Assim, pais e professores se tornam mediadores em uma relação afetiva positiva”, pondera.

Portanto, a questão é muito mais relacionada ao incentivo por meio do contato, do apoio e da presença. “Essa presença promove motivação, a que acolhe e transforma a relação com o aprendizado, quando o adulto desenvolve o olhar da valorização do que realmente deve ser valorizado. O objetivo é fazer pais e alunos ressignificarem o sentido de um aparente desvio necessário ao processo do aprender, buscando compreender o que o aluno quer e pode expressar segundo suas capacidades e particularidades”, completa.

Na escola, a professora do 4º ano, Adelyanne Kalynne, comenta algumas estratégias que corroboram para a afetividade no ambiente da sala de aula. Uma delas é o elogio autêntico, que funciona como um estímulo positivo para a mudança de comportamento. “Os recados no material, bem como a valorização de pequenas atitudes e conquistas por parte do aluno, o que os ajudam a se sentir mais confiantes e melhorem, não apenas o desempenho escolar, mas também o seu relacionamento consigo mesmo e com os colegas”, explica a professora. Outra estratégia é a preparação de dinâmicas que envolvam o respeito. Isso faz com que os alunos olhem para os colegas, aprendam a conviver com as diferenças e reconheçam as qualidades de cada um.

Reuniões particulares com os pais de cada aluno também são incentivadas. A professora explica que é necessário, para o sucesso da evolução do aluno, que os pais estejam disponíveis dentro e fora da escola. “Isso não significa que eles devam dar respostas aos filhos, mas estimular descobertas e, se possível, prover orientações, isso tudo com atenção e interesse real, e com a preocupação de desenvolver, também, valores”, completa a educadora.

DESENVOLVIMENTO ACADÊMICO, PESSOAL E SOCIAL

Localizado no bairro de Vila Mariana (SP), o Colégio Marista Arquidiocesano, desde a sua fundação, em 1858, cumpre sua missão de formar alunos críticos e solidários. O colégio, que vincula sua sólida tradição educacional a uma constante renovação pedagógica e didática, destaca um trabalho significativo com os alunos nas aulas de Desenvolvimento Acadêmico, Pessoal e Social (DAPS). O eixo central dessas aulas, que acontecem uma vez por semana e contemplam do quinto ano a terceira série do ensino médio, permite aos alunos a autonomia – tanto no processo ensino-aprendizagem quanto no auxílio aos conflitos emocionais, que podem impactar, de certa maneira, no rendimento escolar.

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