Janeiro 16, 2018

Conversa com o Gestor – Educação transformadora: Horizontes e perspectivas contemporâneas

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“Acredito que a educação sempre transforma aqueles que dela participam, no sentido que os participantes são sempre afetados por ela. Parece-me que a questão crucial é: transformar em quê? Formar para que tipo de atuação? Transformar é verbo transitivo: quem transforma, transforma algo em outra coisa”, afirma Giselle Magnossão, diretora pedagógica do Colégio Albert Sabin (SP)

Por Rafael Pinheiro / Fotos Divulgação

A palavra transformação implica, em diversas camadas, status e esferas socioculturais, uma atmosfera de agência, atividade, olhar minucioso, ação de mutação e, em altas escalas, de um denso processo reflexivo. A análise, sob uma perspectiva histórica, dos avanços, desenvolvimentos e metamorfoses urbanas, culturais, sociais, políticas, econômicas e educacionais atravessaram, em todos os circuitos, aspectos de transformações.

Colégio Albert Sabin albert sabin 2017

Avistando o curso da educação como o cerne de uma sociedade e de um indivíduo (tanto no campo pessoal como profissional), é possível localizar em seu eixo as transformações que ocorreram nos últimos séculos e, sobretudo, nas últimas décadas. Assim como todo o corpo social percorreu alterações significativas, a instituição escolar também agregou e desdobrou, em sua área, pesquisas, debates, estratégias diferenciadas, propostas de novos métodos e arranjos que acompanhassem, de certa forma, os horizontes e articulações que emergiam.

Observando a contemporaneidade como um conjunto multifacetado e complexo em várias direções, questionamentos despontam no interior das relações educacionais, como: É possível, na atualidade, com um emaranhado de fenômenos que convergem, propor uma educação transformadora? O que pode ser caracterizado como uma educação transformadora? Quais caminhos podem ser trilhados para uma formação mais ampla do aluno e da aluna?

“Acredito que a educação sempre transforma aqueles que dela participam, no sentido que os participantes são sempre afetados por ela. Transformar é verbo transitivo: quem transforma, transforma algo em outra coisa. Por isso, parece-me que as escolhas dos educadores devem sempre considerar as demandas da sociedade contemporânea, mas estão também imbuídas de seus valores e crenças: os conceitos de homem e de sociedade norteiam os objetivos educacionais (que tipo de pessoa se deseja formar, perfil do egresso e, consequentemente, que práticas são adotadas)”, diz Giselle Magnossão, diretora pedagógica do Colégio Albert Sabin (SP).

Estreitando a ótica à complexa educação brasileira, Giselle destaca avanços em algumas direções interessantes, como: a necessidade de uma carga horária mínima para uma educação de qualidade; a importância de um referencial mínimo comum que estabeleça um repertório mínimo como direito de todos os brasileiros, que começa a se concretizar na BNCC; e os conteúdos escolares contemplando também as chamadas competências socioemocionais, trabalhadas de forma sistemática e intencional, dentre outros.

“Penso que o grande desafio seja incorporar algumas reflexões que têm ganhado força mais recentemente àquilo que não pode ser perdido das práticas tradicionais. Por outro lado, inovar não é uma ação neutra. Não basta fazer diferente, para ser inovador em educação. É preciso que se inove na direção de uma educação de qualidade, na busca de se fazer mais e melhor na educação de nossas crianças e jovens”, ressalta Giselle.

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