Janeiro 16, 2018

Conversa com o Gestor – Educação transformadora: Horizontes e perspectivas contemporâneas

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Colégio Mary Ward (SP) desenvolve o espírito empreendedor no aluno

Além disso, o Colégio Mary Ward acredita que o incentivo a concentração, criatividade e para tarefas que possibilitam que o aluno assuma riscos, sem ter medo de errar e de ultrapassar as barreiras para chegar ao seu objetivo, faz com que ele crie sua própria identidade, diferenciando-se dos demais para ser capaz de ver o que os outros não vêem. “O que, em suma, significa saber identificar oportunidades”, finaliza Ricardo Sebold Cois.

NOVAS ABORDAGENS METODOLÓGICAS

Repensar as abordagens para o ensino da matemática e o papel dos educadores nesse processo é o principal propósito de um programa do Centro Lemann e da Universidade Stanford desenvolvidos especialmente para promover a formação de professores brasileiros. O Programa de Especialização Docente (PED) foi trazido para o Brasil em 2016 e promoveu a formação de educadores voltados para a área da matemática que agora estão multiplicando os conceitos e práticas propostos pelo programa. Em Curitiba, a rede de colégios Positivo (única instituição do sul do Brasil a participar do programa) já transformou os ensinamentos do PED em um curso de Pós-Graduação voltado para professores do Grupo. E em poucos meses, os primeiros resultados já começam a aparecer.

Fabiana Damas, professora do 2º ano do Ensino Fundamental do Colégio Positivo Internacional, conta que uma das principais vantagens do programa é mostrar aos professores outras formas de ensinar a disciplina. Uma delas, bastante importante, e que vem surtindo efeito junto às crianças, é a valorização do erro. “Quando você erra, fica alerta, tenta descobrir onde foi que errou e o que é necessário para não repetir o erro”, ressalta Fabiana. Segundo ela, isso é facilmente comprovado pela reação dos alunos. Ela destaca ainda que outro ponto importante nessa nova proposta é mostrar para a criança que não tem problema errar. “O erro faz parte. É natural as pessoas errarem e estamos mostrando que nenhum deles precisa ter medo de errar. Isso tranquilizou muito os alunos e fez com que perdessem a resistência em relação à matemática”, afirma.

A questão motivacional também merece destaque. Alguns conceitos do PED indicam que é preciso criar condições para que todos – sem exceção – se desenvolvam, cada um a seu tempo. Quando os alunos são estimulados, sem pressa e sem que o receio ou a resistência atrapalhem, eles conseguem desenvolver melhor o pensamento crítico e, consequentemente, a capacidade de raciocinar sobre a matemática. Dessa forma, o estudante é capaz de descobrir o seu próprio caminho, usar suas próprias estratégias para chegar ao resultado.

De acordo com Fabiana, a receptividade das crianças em relação à matemática, desde que começaram a trabalhar dentro dessa nova proposta, aumentou consideravelmente. “O rendimento dos alunos melhorou. Agora eles conseguem lidar melhor com as dificuldades que sentem em relação à disciplina. Esse é o caminho, basta que nós, professores, estejamos dispostos a abandonar antigas práticas e conceitos para entender, de uma vez, que o estudante pode encontrar o seu próprio jeito de aprender matemática”, finaliza.

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