Fevereiro 8, 2018

Seus professores e alunos já estão fluentes em inglês? É o que os pais (e o mundo) esperam para interagir com eles!

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*por Adriana L. Albertal

Vivemos hoje um momento em que a necessidade – e pressão – por falar inglês fluentemente é altíssima, independente da idade. O mundo globalizado tornou o idioma a língua mundial dos estudos, dos negócios e também do lazer e dos projetos de transformação. Na educação assistimos a um movimento cada vez maior de internacionalização do Ensino Superior, em que as maiores universidades (sejam nacionais ou internacionais) adotam currículos em inglês, mesmo em países onde não é o idioma nativo. Quando o recorte é o mercado de trabalho, 80% dos postos executivos do Brasil exigem o domínio da língua (de acordo com levantamento do British Council). E, diante dessa necessidade latente, é necessário que os mantenedores de instituições de ensino despertem para a responsabilidade que devem ter em pensar o inglês como estratégico e essencial dentro dos seus currículos, evitando que seus alunos percam tempo e resultado por não dominá-lo desde cedo. Por outro lado, a UNESCO sinaliza a necessidade de desenvolver competências para formar cidadãos globais, facilitando o trânsito de todos na aldeia global.

Adquirir o segundo idioma ainda em fase escolar, principalmente em um modelo que possa comprovar resultados de aprendizagem bilíngue, significa acrescentar vantagens competitivas para o futuro do sucesso na carreira pretendida. E há uma parte interessada nessa dinâmica que já acordou para isso: os pais. Uma pequena parte deles domina o conhecimento e sabe profundamente o diferencial que isso agregou em suas vidas. Já outra grande parcela não teve a mesma oportunidade e sente na pele a falta disso no dia-a-dia. De acordo com a pesquisa Data Popular: Brasil em Perspectiva 2013, realizada pelo IBGE, 10,3% da população de 18 a 24 anos fala inglês; 5,2% da população de 25 a 34 anos e 3,5% de 35 a 50 anos.

Ou seja, estamos perante crianças e adolescentes expostas a uma disciplina que os próprios pais não tiveram acesso e, como consequência, não possuem base para avaliar a evolução e a qualidade do que lhes é oferecido hoje. E, enquanto recurso ativo dentro da educação, a responsabilidade dos gestores é entregar-lhes ferramentas pelas quais eles possam ter certeza de suas escolhas para os filhos.

E a principal delas é a seriedade em pensar o inglês como prioritário dentro da grade oferecida (e não como acessório). Para tanto ainda é preciso mudar a visão que ainda existe no segmento educacional.

Há uma corrente que acredita que um material didático visualmente atraente  é suficiente para garantir o aprendizado. Embora respeite quem acredita nesse conceito, me parece que essa visão funciona mais como argumento de venda de material didático. Na prática, é preciso enxergar além do aparente. De acordo com uma pesquisa conduzida na Austrália, crianças que aprendem com professores bem preparados aprendem o equivalente a um ano e meio a mais de estudo em comparação com as que possuem aulas com profissionais medianos.

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