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Aproximação dos pais na educação das crianças

Com tantas transformações sociais vivenciadas nos últimos anos, não há como negar que a dinâmica das famílias mudou e que essa nova realidade tem reflexos diretos na educação de crianças e jovens.

A falta de tempo é uma das consequências dessa vida moderna, onde pais e mães se desdobram para conciliar as múltiplas tarefas que envolvem a vida profissional, pessoal, familiar e social e muitas vezes não conseguem ser tão participativos quando gostariam na vida dos filhos.

Neste cenário, matriculá-los em uma “boa escola” é considerado um passo importante,  tendo em vista que a instituição se torna a principal parceira dos pais na missão de fornecer uma educação que atenda às inúmeras demandas do presente e do futuro.

Por isso, as famílias não poupam esforços e se empenham na hora de encontrar uma instituição que realmente se alinhe com suas expectativas sobre qual seria a melhor linha de atuação na formação de seus filhos.

Porém, para que essa parceria tenha sucesso e provoque um impacto real no desempenho dos estudantes, é preciso que ambas as partes se corresponsabilizem: enquanto os pais devem se comprometer em apoiar e em participar ativamente nos processos de aprendizagem, fica para as escolas a tarefa de envolvê-los e engajá-los em atividades significativas, permitindo que eles realmente interajam com o cotidiano escolar.

E ter uma comunicação eficiente, prática e assertiva é fundamental para manter uma boa qualidade no relacionamento escola-família.

 

Os pais no universo dos filhos

“A família é a maior referência de uma criança ou adolescente em relação aos seus valores, às suas condutas, erros e acertos. A escola, por sua vez, é uma das poucas instituições que dizem respeito exclusivamente ao universo do filho. Nesse sentido, cada vez que os pais entram na escola, é como se enviassem uma mensagem ao seu filho: ‘Deixamos um pouco nosso mundo de lado para conhecer o seu’”, argumenta Vânia Bueno Frau, diretora educacional da Escola Ser, de Campinas (SP).

Em contrapartida, a educadora alerta que quando os pais não se interessam por esse “universo do aluno” representado pela escola, indiretamente eles passam a mensagem de que as coisas que acontecem na vida da criança ou adolescente não são importantes.

“Consequentemente, a criança acaba por não estabelecer um sentido para os conteúdos escolares. Observamos que essa ausência dos pais gera uma reação em cadeia que interfere tanto na motivação e desempenho escolar do aluno, quanto em questões que envolvem seu desenvolvimento emocional, no que se refere a autoestima e valor pessoal”, completa.

Alzira Cristina Torrado Medina, coordenadora pedagógica da Educação Infantil e Ensino Fundamental 1, do colégio Nahim Ahmad, de Guarulhos (SP), vivencia os reflexos dessa ausência na prática.

“Temos aquelas crianças que vão super bem e os pais participam de tudo, e aquelas que precisariam que os pais participassem mais, mas que eles só aparecem no final do ano, querendo saber o motivo dos filhos estarem com aquelas notas. E as pesquisas mostram que quando os pais não estão se importando, existe uma rebeldia muito grande, uma defasagem na aprendizagem e nas notas desses alunos”, exemplifica.

 

Todos saem ganhando

De fato, diversos estudos ao redor mundo demonstram a importância central da parceria escola-família na formação dos alunos.

Um deles, desenvolvido pela pesquisadora norte-americana Susan Sheridan – diretora do Centro de Pesquisa em Criança, Juventude, Família e Escola da Universidade de Nebraska-Lincoln, nos Estados Unidos, PhD em Psicologia Educacional pela Universidade de Wisconsin-Madison –, comprovou inclusive que todos os agentes envolvidos no processo educacional são beneficiados quando há atuação conjunta de colégios e pais.

Para os alunos, as pesquisas de Susan apontam justamente para uma melhora substancial tanto no seu desempenho, como no comportamento, assim como nas habilidades sociais e no aumento das taxas de conclusão dos estudos e do sucesso acadêmico a longo prazo.

Para os educadores, segundo Susan, atuar ao lado das famílias garante maior eficácia na resolução de problemas que possam vir a atrapalhar o rendimento dos estudantes e, uma vez que a performance das crianças e jovens aumenta, os profissionais se sentem mais reconhecidos, empoderados e motivados para seguirem em frente na missão de educar.

Já para os pais, um melhor relacionamento com os educadores reflete em um ganho de qualidade na convivência com os filhos, diminuindo conflitos, aumentando diálogo e ampliando os laços afetivos.

Assim, defende a pesquisadora que as instituições de ensino que possuem maiores índices de envolvimento dos pais, acabam, por consequência, sendo classificadas como melhores.

Mas, como será que própria escola pode ajudar a fomentar a aproximação dos pais à educação dos filhos? Qual o seu papel para reforçar a parceria com as famílias?

 

Estreitando os laços

A base para construir qualquer relação social é a comunicação. E no relacionamento escola-família ela é justamente a chave para os pais se sentirem “bem-vindos” e acolhidos pelos colégios.

Por isso, as instituições que já entenderam a importância dessa parceria devem se empenhar em manter um diálogo constante e próximo, pensando em estratégias de comunicação e de envolvimento que estejam alinhadas com a dinâmica das novas famílias.

Ou seja, é preciso afinar a necessidade de estarem em contato com formas inteligentes de fazer isso.

E aumentar o engajamento dos pais na vida escolar dos filhos de um jeito simples e eficiente é, justamente, uma das principais missões da ClassApp.

Isso porque, a partir do momento em que os pais têm nas mãos uma ferramenta ágil e prática – que tanto dá conta de transmitir informações sobre o que o filho está fazendo na escola, como permite que eles tenham fácil diálogo com a instituição -, até mesmo os mais ausentes acabam sendo envolvidos na rotina escolar.

“A escola se faz mais presente, pois o aplicativo possibilita compartilhar com as famílias situações vivenciadas pelos alunos praticamente em tempo real, além disso, facilita o envio de circulares e informativos que são acessados de forma simples pelas famílias”, comenta Vânia Frau, da Escola Ser.

Diferente de meios analógicos que deixam os pais em uma posição mais passiva e a escola refém do famoso:  “Por que eu não recebi esse aviso?”, a ClassApp garante que a escola saiba quem leu e quem não leu cada recado enviado.

Para a educadora, isso provoca a instituição a abandonar uma postura “queixosa e reclamona”, assumindo um discurso construtivo, onde se identifiquem as necessidades e apontem caminhos em prol do bem comum na evolução dos estudantes.

“O aplicativo por si só também não vai fazer o engajamento aumentar se a escola não se abrir para essa participação. Ou seja, pouco adianta ter o ClassApp se o colégio usar apenas para recados operacionais ou dúvidas sobre o financeiro. É preciso usar a comunicação de um jeito mais estratégico”, observa a diretora.

 

Comunicando na prática

Quando um pai pergunta a uma criança de 4 ou 5 anos como foi o dia na escola, muitas vezes não consegue receber do filho as informações que, de fato, têm interesse em saber sobre os estímulos pedagógicos que recebeu.

Nesta fase, é comum que a narrativa sobre o que aconteceu no colégio venha, predominante, recheada de histórias sobre as atividades lúdicas ou sobre fatos curiosos e até mesmo desagradáveis que possam ter ocorrido.

A mesma pergunta quando feita para crianças mais velhas ou para os adolescentes, muitas vezes, também não dará subsídio para uma conversa. ‘Normal’, ‘Legal’, ‘Nada demais’, são exemplos das descrições mais prolixas sobre como foi o dia na escola, na visão dos estudantes.

Por isso, oferecer aos pais via ClassApp pequenos fragmentos do dia, contados de forma simples e concisa por parte da escola podem facilitar essa interação. Por exemplo: ‘Hoje iniciamos o estudo do aparelho digestivo e sua função. Os alunos participaram muito interessados e compartilharam conhecimentos obtidos na internet. Falamos também sobre mitos e verdades nesta área’

De posse dessa informação, por exemplo, o pai ou a mãe puxa pode puxar uma conversa – ‘Soube que está estudando o sistema digestivo…’ – abrindo assim, a possibilidade da criança contar para as famílias sobre o que aprendeu e os pais seguirem relatando seus conhecimentos ou lembrando algum acontecimento para ilustrar. ‘Onde ocorre digestão?’, pode questionar o pai, com ar de pegadinha por exemplo, e, desta forma, a conversa será muito mais proveitosa.

“É prazeroso para as famílias saber como seu filho se desenvolve e é legal que a própria escola faça com que os pais percebam isso, porque às vezes, no movimento dinâmico da vida, a gente vai se esquecendo disso”, observa a pedagoga Dora Megid, coordenadora do programa de Pós-Graduação e Educação da PUC-Campinas (Pontifícia Universidade Católica de Campinas).

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