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Carinho de Mestre

Professores de gerações diferentes e ex-alunos do Colégio Santa Maria são exemplos de profissionais bem sucedidos na carreira; ambos aliam paixão e disciplina na tarefa de ensinar

Profissão que requer vocação e persistência, o professor merece ser valorizado. Enquanto se observa cotidianamente lutas por melhores condições de trabalho e remuneração justa, destacam-se profissionais da docência obstinados e que amam o seu ofício. Para comemorar o Dia do Professor, no próximo dia 15, nesse caminho que mistura paixão e disciplina pela arte de ensinar, vale conhecer professores de gerações e histórias muito diferentes, mas igualmente bem sucedidos e empolgados com a profissão. Ambos foram alunos do Colégio Santa Maria e agora têm a missão de transmitir seus conhecimentos aos estudantes.

Há quase 30 anos lecionando História no Santa Maria, a ex-aluna Regina Martins teve como professora a fundadora da escola (o Santa Maria tem 64 anos de atividades), que dava aula para as crianças da Educação Infantil. “Naquela época, todos os alunos tinham profunda admiração e respeito pelos professores”, diz ela. Regina cursou o Magistério em outra instituição e ingressou na Universidade de São Paulo. Depois de ter trabalhado em outras escolas, a professora retornou ao Santa Maria, de onde nunca mais saiu. “Como professora, espero transmitir, não apenas conhecimento, mas principalmente a vivência de respeito ao outro, de honestidade e ética, em um mundo tão carente desses valores”, declara.

Professor formado nos anos 2000, Gilberto Soares também estudou no Santa Maria, do Fundamental II ao Ensino Médio. Decidiu cursar Geografia -é formado pela Unicamp – depois de ouvir de um professor da disciplina que “a Geografia estuda o mundo e, ao entendermos o mundo, entendemos a nós mesmos”. “No início, eu não queria ser professor, mas as primeiras experiências como tal me fizeram entender que este seria o meu caminho profissional”, revela Soares. Antes mesmo de terminar o curso, o professor teve uma passagem inicial no Santa Maria, trabalhando durante dois anos como monitor de projetos de inserção social. Depois de ter se desligado do Colégio, lecionou em cursos pré-vestibulares, mas acabou retornando efetivamente ao Santa Maria em 2011. “Na docência, sou atraído pela possibilidade de crescimento pessoal na troca com os alunos. Não há rotina e constantemente somos desafiados a sair do lugar-comum e da zona de conforto, permitindo-nos estar próximos das mudanças ocorridas na sociedade e, ao mesmo tempo, contribuir para que esta mudança seja para um caminho em que a dignidade do ser humano seja o fim último”, diz.

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