Guia para Gestores de Escolas

Planejamento estratégico 2020/2021

Desde a metade de março deste ano o mundo vem passando por mudanças poucas vezes vivenciadas na história da humanidade. Houve uma ruptura no comportamento das pessoas em decorrência da pandemia. O novo coronavírus mudou a realidade da maioria dos seres humanos – e irá mudar ainda mais.

No setor educacional, o que iria durar décadas para acontecer de forma natural, foi ou será implantado em questão de meses. Por isso, uma das características que permearão os sucessos pessoal e profissional será a adaptabilidade.

O que a pandemia nos trouxe de mais importante foi o início de grandes mudanças sociais, comportamentais e de valores, como o aumento da empatia e da solidariedade e a queda do consumismo, pois rapidamente aprendemos a viver com recursos mais limitados. E mesmo depois do fim do confinamento, as mudanças continuarão a acontecer. Acredita-se que somente depois da descoberta da vacina a população irá estabelecer um novo padrão comportamental.

Para criarmos um planejamento estratégico, precisamos refletir quais serão as principais tendências que afetarão a condução do setor educacional.

Mudanças de comportamento e de valores: Com o aumento das redes sociais e grupos de WhatsApp, as escolas terão o grande desafio de tratar as questões individuais por meio de reivindicações coletivas. A escola nunca deve responder a uma polêmica em grupos de redes sociais, mesmo que se sinta injustiçada. Busque os líderes ou os principais reclamantes e tente uma conversa face to face. Não esqueça que a comunicação on-line geralmente reverbera e perde a força rapidamente.

Convivência e proximidade: Com o confinamento, as famílias foram obrigadas a conviver intensamente e, no que se refere às escolas, foram obrigadas a vivenciar e conhecer mais os serviços prestados pelas instituições de ensino. Se a escola souber aproveitar a oportunidade, as famílias compreenderão melhor o processo de ensino-aprendizagem e, consequentemente, valorizarão mais a instituição e os professores.

Nova precificação e imagem de valor: Será difícil retomar os valores das mensalidades antes da pandemia. Por isso, a tendência é que a grande maioria das escolas baixe o seu ticket médio. Até mesmo as escolas que atuam na faixa de clientes de alto poder aquisitivo terão as mesmas dificuldades. Para essa questão, a única escolha é se adaptar à nova realidade com um custo fixo enxuto, um acompanhamento diário das finanças e, principalmente, do fluxo de caixa. Foque na sala de aula e em tecnologia, invista menos em perfumaria e infraestrutura. Neste momento, infelizmente, o preço se tornou tão relevante quanto a qualidade pedagógica.

Aglomerações: O medo das pessoas de aglomerações não irá passar rapidamente. A escola precisa reinventar as reuniões de pais, eventos, trabalhos em grupo, festas e comemorações. Esses eventos devem evoluir para experiências imersivas, como as lives dos artistas e os tours virtuais.

Trabalho remoto: Cada vez mais o trabalho remoto será uma realidade. Vamos aprender a trabalhar com freelancers e terceirizar todas as funções possíveis. Um fator preponderante para o contratante e o contratado será trabalhar perto de onde mora.

Educação a distância: Com a pandemia, a informação e o conhecimento estão em voga, e as incertezas fizeram com que as pessoas buscassem informações na mídia convencional e na internet. Surgiram inúmeras lives e webinars de todos os modelos e conteúdos. Por isso, as escolas precisam criar um programa de capacitação para os professores com um planejamento definido, com constância e periodicidade. No mundo de hoje um ano equivale a um mês, e um mês, a uma semana.

A disseminação da educação a distância irá crescer de forma acelerada com a tendência do surgimento de plataformas de ensino que tentarão substituir parte do ensino das escolas, como aulas EAD para o ensino médio, mentoria, avaliações, etc. A tecnologia contribuirá para a consolidação do mercado educacional.

Projeto União pelas escolas de pequeno e médio porte

O projeto tem o propósito de unir alunos, pais, professores, instituições de ensino, setor público, entidades de classe e empresas do setor em prol de uma educação completa e de qualidade. Para mudar o cenário que assola as escolas, a União pelas Escolas Particulares de Pequeno e Médio Porte propõe algumas ações junto ao poder público, entidades de classe e das próprias instituições de ensino. Dentre as ações do projeto: Criação de um voucher educacional, políticas de crédito, valorização do professor, apoio das famílias, entre outras.

Acesse www.uniaopelasescolas.com.br e saiba mais.

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