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Por que deixamos a alegria da infância de lado?

Quando crianças, desejamos crescer logo para poder participar de eventos e atividades que só os adultos podem. Quando chegamos à fase “das responsabilidades”, queremos o contrário, voltar à infância, onde tudo parecia melhor, as cores e sons menos irritantes, a altura não nos impunha medo e a luz do abajur era a salvação para que os fantasmas não aparecessem na calada da noite.

Tanta inocência e alegria que tornavam os dias mágicos e inesquecíveis. Sem falar no carinho da mamãe e do papai, do afago dos irmãos e tudo o que só a infância nos proporciona, como o contato com o aprendizado e com pessoas maravilhosas, que podemos chamar de “tias” mesmo não sendo da família.

O tempo voa, mas a alegria não tem de ser deixada de lado. Neste artigo, que antecede o Dia das Crianças, gostaria de propor aos adultos ou pessoas mais “sóbrias”, como preferirem, que se permitam viver, sonhar e buscar alternativas inventadas e, ainda, não vividas para conquistá-los. Que possam, pelo menos neste final de semana prolongado, serem crianças na alma e, se tiverem disposição, no corpo também. Vale dançar sem ritmo, pular corda, saltar sem motivos e tentar alcançar as estrelas imaginárias lá no alto do céu ainda claro, iluminado pelo Sol.

A vida é muito curta, como diz o ditado popular, para carregar fardos que nós mesmos nos impomos. Trabalhar até tarde da noite, deixar de olhar para uma criança com ternura ou mesmo não sorrir para demonstrar autoridade para quem quer que seja, talvez não faça muito bem para a saúde física, emocional e da alma.

Sei que não é fácil lidar com problemas no dia a dia, mas não é só de espinhos que vivemos. Olhe para a flor, o aroma delicado e inebriante que acontece nos intervalos. Quando temos contato com as crianças, então, isso pode ser até mais fácil. Dance, cante ou simplesmente admire as atitudes delas que não se censuram, não se impõem limites para sonhar e mesmo para rir alto dentro de qualquer ambiente. Elas simplesmente vivem intensamente o melhor que podem viver a cada novo amanhecer.

Como dica e, talvez, proposta de reflexão, gostaria de apenas dizer que ser criança e manter a alegria da infância não depende de idade, classe social, raça ou credo. Basta lembrarmo-nos dos momentos mágicos, contagiantes e felizes que vivemos e sentimos a todo o tempo, ontem, hoje e amanhã, para despertar o melhor que há dentro de nós. Feliz Dia das Crianças para todos!

 Carina Gonçalves é jornalista especialista e atuante nas áreas de educação, cultura e mídias digitais. Oferece trabalhos e consultoria em comunicação e marketing para estabelecimentos de ensino, empresas e profissionais autônomos. Possui cursos de especialização em empreendedorismo, marketing, comunicação empresarial, mídias sociais e digitais, assessoria de imprensa e projetos personalizados focados ao universo educacional. É sócia-diretora da JCG Comunicação e Marketing. www.jcgcomunicacao.com / 11-4113-6820 – contato@jcgcomunicacao.com

 

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