Ícone do site Revista Direcional Escolas

Atividade física com intencionalidade pedagógica

A prática esportiva desempenha um papel fundamental no desenvolvimento integral dos/as estudantes, contribuindo de maneira significativa para os aspectos físicos, pessoais e sociais de sua formação. Por meio da Educação Física, estudantes vivenciam diferentes movimentações corporais, exploram experiências lúdicas, desenvolvem habilidades motoras e aprendem a compreender regras, limites, formas de organização e sistemas de funcionamento. E ampliam sua capacidade de conviver, cooperar e interagir com o outro, fortalecendo valores essenciais para a vida em sociedade.

Reconhecida pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) como componente essencial da Educação Básica, a Educação Física organiza-se em torno de oito dimensões do conhecimento: experimentação, uso e apropriação, fruição, reflexão sobre a ação, construção de valores, análise, compreensão e protagonismo comunitário.

André Rímoli Costi, profissional de Educação Física e empresário do setor, defende que a Educação Física vai muito além da prática esportiva e está vinculada diretamente à formação integral de estudantes. “Quando bem planejada”, ele diz, “desperta o prazer pelo movimento e incentiva hábitos saudáveis que podem acompanhar o indivíduo por toda a vida”. Nesse processo formativo, as práticas corporais desenvolvem competências fundamentais, como a comunicação, a colaboração, a resolução de problemas, a tomada de decisão, a empatia, a liderança e a autorregulação emocional.

Estreitando o olhar sobre o cotidiano escolar, as atividades físicas podem ser desenvolvidas com intencionalidade pedagógica, explorando possibilidades que contemplem o desenvolvimento de competências e aprendizagens alinhadas à BNCC e ao projeto pedagógico da instituição. “Esportes coletivos e individuais, jogos cooperativos, atividades rítmicas, dança, ginástica, lutas, práticas de aventura, recreação dirigida, circuitos motores e atividades de educação psicomotora podem ser desenvolvidos com objetivos pedagógicos bem definidos”, destaca Costi.

Para trabalhar essas atividades na prática, atualmente muitas empresas terceirizadas oferecem às escolas serviços de atividades extracurriculares com profissionais capacitados. Segundo o empresário, essa terceirização pode ser uma excelente estratégia, mas é preciso estar atento a algumas características – a primeira delas é escolher parceiros que atuem de forma integrada ao projeto educacional.

“Na escolha de um parceiro, o/a gestor/a deve observar alguns aspectos essenciais: a qualificação profissional, a existência de uma coordenação responsável pelo programa, os protocolos de segurança, a experiência da empresa no ambiente escolar, a comunicação com as famílias e a capacidade de acompanhar indicadores como adesão, permanência de estudantes e qualidade das atividades”, destaca. “Quando bem estruturado, um programa extracurricular deixa de ser apenas uma oferta de modalidades esportivas e passa a ser um diferencial competitivo da escola”, finaliza Costi. (RP)

 

Saiba mais:

André Rímoli Costi (CREF – 7037-G/SP) – arc@arcsports.com.br

Sair da versão mobile