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Playground: Segurança na utilização dos brinquedos

A utilização de playgrounds (sejam eles internos ou externos) no cotidiano estudantil estimula uma valiosa contribuição para a metodologia pedagógica, bem como sua perspectiva lúdica aliada ao planejamento, objetivo, intencionalidade e a mediação do/a professor/a durante a atividade. Além do bem-estar e de toda sinergia entre diversão e aprendizado que os brinquedos instalados nas escolas podem proporcionar, é preciso ressaltar a importância de manter o cuidado e a segurança nos momentos de lazer.

 

SEGURANÇA INTEGRADA

O playground é um dos espaços mais suscetíveis do ambiente escolar para ocorrer acidentes. Essa alta probabilidade se dá pela natureza lúdica e dinâmica do uso do playground, que envolve movimento, exploração e interação, como nos conta Álvaro Luiz Martini Gonçalves, Diretor do Colégio Marista Nossa Senhora da Penha (Vila Velha/ES). Dessa forma, para garantir um cuidado redobrado, o diretor afirma que a segurança no playground exige uma abordagem integrada, que envolve estrutura, organização e cultura educativa.

“Na perspectiva Marista, educar para o cuidado também é formar para a responsabilidade e para o respeito ao outro. Para garantir a segurança dos estudantes, faz-se necessário manutenção preventiva e periódica dos brinquedos, organização do uso por horário e por faixa etária, estabelecimento de regras de convivência, uso de vestimentas adequadas e promoção da educação para o cuidado”, destaca Gonçalves.

Dentro desses cuidados, a instalação de câmeras no espaço do playground pode ser um recurso complementar para a segurança. Segundo o diretor, as câmeras trazem pontos positivos, “como apoio na gestão em caso de apuração de incidentes, mas exige cuidados em relação ao respeito da privacidade (preservada pela legislação, como a LGPD), ao seu uso ético e em não reduzir a responsabilidade da supervisão presencial. A tecnologia deve estar a serviço do cuidado, e não substituir a relação educativa, que é sempre presença, proximidade e atenção”.

PRIMEIROS SOCORROS

Além do monitoramento e dos cuidados apontados acima, é imprescindível que professores/as e funcionários/as das escolas sejam capacitados em primeiros socorros, como prevê a Lei 13.722/2018, também conhecida como “Lei Lucas”. “A capacitação em primeiros socorros é parte essencial da política de cuidado e segurança dentro da escola”, alerta Andrea Piloto, Diretora de Operações da Escola Vereda.

“Esse treinamento deve ser realizado por profissionais habilitados, com orientações teóricas e práticas sobre como agir em situações de emergência, como quedas, cortes, engasgos, mal-estar e outras ocorrências que podem acontecer no ambiente escolar. Mais do que ensinar procedimentos, esse processo prepara a equipe para agir com agilidade, responsabilidade e equilíbrio emocional até que a criança receba o atendimento necessário. Na escola, esse tipo de formação precisa acontecer de forma periódica, com atualização dos protocolos e alinhamento entre todos os profissionais, para que a atuação seja segura, padronizada e eficaz”, finaliza a diretora. (RP)

 

Saiba mais:

Álvaro Luiz Martini Gonçalves – diretor.vilavelha@maristabrasil.org

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