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Uniformes: Identidade visual e reformulação do vestuário

O uniforme escolar é uma vestimenta utilitária que carrega importantes elementos que contemplam a relação com a escola (evidenciando o nome, a estética, a tradição, os valores e a simbologia de cada instituição), o conforto e a livre movimentação de estudantes (com peças que priorizam a versatilidade, a durabilidade, o conforto e a qualidade), assim como promove a padronização e o sentimento de pertencimento de cada aluno/a à comunidade escolar.

Marizane Piergentile, diretora da Rede Adventista de Educação do Vale do Paraíba, destaca que a adoção de uniformes no cotidiano de uma escola garante dois aspectos: uniformidade e segurança. A uniformidade do vestuário contribui para a diminuição da diferença de classes entre estudantes. Já a segurança está atrelada a uma composição visual presente na identidade do uniforme. Em variadas situações, crianças uniformizadas indicam uma instituição, “você tem uma identidade, sabe onde acolher e como socorrer”, diz, e o uniforme pode auxiliar em situações de perigo, por exemplo.

As etapas que compõem os processos de produção e desenvolvimento dos uniformes são fundamentais e devem ser conduzidas com cautela. Além da definição de cores, padronagens, tecidos, texturas e detalhes, essas etapas devem ser contemplar pesquisas, planejamento e uma escuta ativa da própria comunidade escolar. “Antes da produção, é preciso compreender a rotina dos/as alunos/as, identificar as necessidades das famílias e avaliar quais peças realmente fazem parte do dia a dia escolar”, afirma André Ceruzi, diretor da Escola Willy Janz.

Localizada em Curitiba (PR), a Escola Willy Janz reformulou recentemente seu uniforme para alinhá-lo à nova identidade visual da instituição, que também foi renovada com a chegada de uma nova gestão. Segundo Ceruzi, a renovação dos uniformes respeitou a tradição construída ao longo de mais de três décadas da instituição, sem deixar de lado a projeção da escola para o futuro. “O desenvolvimento levou em conta fatores como conforto, funcionalidade, durabilidade e as preferências das famílias, resultando em uma coleção que acompanha a rotina escolar de forma natural, com peças-chave como calça de moletom e legging, escolhidas por refletirem o que os/as alunos/as já usam com mais frequência”, explica.

Para gestores/as que pretendem reformular os uniformes da escola, a primeira indicação, de acordo com Ceruzi, é ouvir a comunidade escolar: “entender as necessidades dos/as alunos/as, envolver as famílias no processo, investir em materiais de qualidade e pensar em peças funcionais para diferentes estações do ano. Esses fatores fazem toda a diferença na aceitação e na durabilidade da coleção”, destaca. Outra recomendação é buscar referências “em modelos de escolas norte-americanas, trazendo modelagens mais contemporâneas, tecidos de qualidade e um visual que valoriza a imagem institucional”, complementa. (RP)

 

Saiba mais:

André Ceruzi – atendimento@willyjanz.com.br

Marizane Piergentile – marizane.fenske@adventistas.org

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