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Acessibilidade: Escola acessível para todos

No processo educacional, obtendo a máxima de que todos e todas possuem um direito inalienável à educação, (re)modulações ganham notoriedade em todos os mecanismos de ensino – desde espaço físico a métodos pedagógicos – com o intuito de orientar transformações, de fato, em sistemas educacionais inclusivos, registrando, dessa forma, uma evolução no acesso concreto e total ao ensino.

No âmbito escolar, considerado um potente espaço de socialização, desenvolvimento e aprendizado, a arquitetura contemporânea trabalha para adaptar uma escola para todos e todas – com e sem deficiência – a partir dos parâmetros da acessibilidade. Além da preocupação com as modalidades pedagógicas e os modelos que serão adotados em diversas disciplinas; além dos passeios externos, dos cursos extracurriculares, das reuniões de classe e das avaliações no final de cada período, há uma necessidade urgente que deve ser lembrada e debatida: o acesso à escola.

Flávia Albaine, Defensora Pública de RO e criadora do projeto “Juntos pela Inclusão Social”, acredita que a escola deve estar preparada para receber todos os alunos, respeitando as características de cada um e preparando-os para se tornarem cidadãos. “É necessário, também, promover uma efetiva inclusão desses alunos, adaptando os métodos pedagógicos para que o conteúdo programático seja repassado de forma eficaz também para os alunos com deficiência, assim como promover o respeito à diversidade dentro do ambiente escolar”, reflete a defensora.

De acordo com Flávia, uma escola sem acessibilidade é uma escola obsoleta, que não respeita os princípios da pedagogia moderna inclusiva. “Ademais, é uma escola que deixa de observar diversas legislações tais como a Lei Brasileira de Inclusão, a Lei de Acessibilidade, dentre outras, o que pode fazer com que seja alvo de demandas judiciais para a observância de tais normas”.

Para o/a gestor/a que deseja realizar mudanças na instituição (reestruturação física, eliminação de barreiras arquitetônicas, inserção de recursos e de tecnologias assistidas) e contratar empresas especializadas em acessibilidade educacional, Lívia Longhi Mussi, diretora pedagógica do Colégio Sussurana (SP), indica: “É preciso observar a necessidade da comunidade escolar para, assim, poder adaptar não só o ambiente, mas sim uma rotina escolar qualitativa para os alunos. Os riscos de uma escola que não é acessível para todos são de acidentes e, o maior de todos, a exclusão dos alunos, que serão privados de efetuarem todas as atividades oferecidas por não ter como se locomoverem”.

“É de extrema importância que todos os materiais pedagógicos juntamente com os ambientes da escola estejam adaptados, pois trabalhamos a multidisciplinariedade estabelecendo contato com saberes diferentes”, finaliza a diretora. (RP)

 

Saiba mais:

Flávia Albaine – flavia.albaine@defensoria.ro.def.br

Lívia Longhi Mussi – colegiosussurana@gmail.com

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