setembro 20, 2017

Bullying: Entenda a importância da intervenção compartilhada

Publicidade

CULTURA INGLESA – BANNER DE CONTEUDO

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou no final do ano passado, uma pesquisa bastante preocupante que aponta um aumento nos casos de bullying escolar no país e entre os principais motivos para isso estava a aparência física. A sociedade deve se atentar ao fato de que orientar as crianças apenas não basta, mas que o exemplo parte dos adultos que devem contar com a ajuda das Instituições de ensino para sanar o problema.

As pessoas atualmente se mostram carentes de diálogos que sinalizem para a importância do respeito às diferenças e ao outro. A começar pela revisão de valores, uma vez que se exige respeito ao padrão físico e emocional que fuja do normal. Mas o que é o normal senão uma lente que usamos a partir de nosso próprio olhar de normalidade?

Há uma linha tênue que separa as brincadeiras típicas das crianças e adolescentes daquelas que caracterizam o bullying. Brincadeiras recorrentes, agressões intencionais, sejam verbais, físicas ou mesmo promovidas pelas redes sociais – cyberbullying, realizadas por uma ou mais crianças contra outras crianças ajudam a caracterizar e entender o problema.

Trabalhar com aceitação e respeito às singularidades num espaço escolar permeado pelas pluralidades é um enorme desafio para a prática do respeito. Onde não existe o respeito e não se pratica a tolerância, nasce o bullying, naturalmente.

Segundo a pedagoga, neuropsicopedagoga e franqueada da Tutores em São Paulo, Adriana Bacci, o indivíduo que pratica o bullying pode ter sido ou não um dia a vítima de maneira muitas vezes até inconsciente. “Temos a tendência a replicar papéis e comportamentos que tivemos contato ao longo da vida. Se sou agredido, este é um comportamento que tendencio a replicar: conheço este modelo, me sinto confortável dentro dele, uma vez já vivenciado ao longo da vida, logo, tendo a espelhá-lo”, explica a pedagoga.

Uma criança pode encontrar espaço na escola para extravasar suas emoções de medo e raiva exatamente em quem se mostra mais frágil, principalmente se ela foi largamente exposta a situações de humilhação, desrespeito, agressões físicas e emocionais, sem condições de sair deste julgo de força. Para ela esta é uma forma de ratificar comportamentos conhecidos. Ou, por outro lado, agredir, hostilizar e expor crianças que se mostram mais frágeis ou diferentes dos padrões tidos como normais, como forma de garantir sua própria força ou superioridade.

Na medida em que não se cria espaço, seja na escola, na rua, na mídia e nas relações sociais para a compreensão e aceitação das diferenças, cria-se sementes de intolerância e preconceito, que se expressam especialmente nas instituições de ensino por meio de grupos ou indivíduos que praticam atos e atitudes de exclusão, ridicularizam e hostilizam aqueles que não representam os padrões  considerados “normais”.

Continue Lendo

Assine nossa Newsletter

Veja agora este vídeo

Comentários encerrados.