Controle de acesso: Prioridade na segurança escolar
Segurança escolar é um dos elementos fundamentais que deve ser observado e garantido pela gestão escolar. Compreendendo a escola como um importante espaço que recebe diariamente membros que compõem a sua comunidade (estudantes, professores/as, funcionários/as e corpo administrativo), garantir uma escola segura, de forma plena e irrestrita, reflete na sensação de tranquilidade física e emocional de todos e todas que transitam por ela.
Eliel Resina Fernandes, diretor comercial de uma empresa do setor, destaca que a segurança, para além de proteger o espaço físico, impacta diretamente na percepção de valor da instituição. “Um ambiente escolar seguro transmite confiança, acolhimento e credibilidade — não apenas para pais e responsáveis, mas também para alunos/as, professores/as e toda a equipe”, diz.
Segundo Eliel, de acordo com um relatório do Ministério da Educação (MEC) publicado em 2025, estamos distantes de um cenário ideal que privilegie a segurança na escola. “42% dos alunos do 6º e 7º ano não se sentem acolhidos na escola, percentual que alcança 55% nos dois últimos anos do Ensino Fundamental, segundo relatório do MEC. Esses dados revelam que a sensação de segurança ainda é um grande desafio dentro do ambiente escolar”, ressalta. Nesse sentido, para mitigar essa sensação de insegurança, é preciso investir em sistemas que privilegiem o acolhimento e o bem-estar, como os sistemas de controle de acesso e portarias inteligentes que resguardam todo o espaço escolar.
CONTROLES DE ACESSO
Nicole Silva, CEO de uma empresa especializada do setor, nos conta que um “controle de acesso bem estruturado garante que somente pessoas autorizadas circulem no ambiente escolar, reduzindo riscos e prevenindo situações indesejadas”. Atualmente, é possível encontrar no mercado opções de sistemas de segurança mais robustos e atualizados, que oferecem serviços além do simples controle de entrada e saída.
“Hoje, trabalhamos com soluções inteligentes que permitem o monitoramento em tempo real, integração com sistemas de gestão escolar e maior autonomia na administração dos acessos”, diz Nicole. “Entre os principais diferenciais estão: identificação por reconhecimento facial, biometria digital ou cartões, registros automatizados de entrada e saída, controle de presença escolar na sala de aula, relatórios gerenciais a qualquer hora e em qualquer lugar e a integração com controle de ponto para colaboradores”, completa.
Nesses diferenciais, as portarias inteligentes surgem como uma opção interessante para as escolas, já que automatizam processos, reduzem falhas humanas e aumentam o controle centralizado. O diretor comercial Eliel complementa que a união entre inteligência, integração e capacidade de antecipação são elementos importantes que também definem os diferenciais dos sistemas. Para ele, o uso de Inteligência Artificial é “capaz de identificar comportamentos fora do padrão e gerar alertas preventivos”, por exemplo, assim como “a gestão de dados transforma acessos em informações que orientam decisões nas instituições de ensino. Os sistemas mais recomendados são aqueles que combinam tecnologia com facilidade de uso, garantindo segurança sem gerar atrito na rotina escolar”, afirma.
EMPRESAS ESPECIALIZADAS
Para gestores e gestoras escolares que pretendem adquirir e incorporar sistemas de segurança e de acesso em suas instituições, algumas recomendações são valiosas na hora da busca e da escolha de empresas especializadas que atuam nesse setor. De acordo com Nicole, a principal dica é buscar empresas com experiência comprovada no mercado e que ofereçam não apenas o produto, mas sim uma solução completa.
“É essencial avaliar o histórico da empresa, sua capacidade técnica, certificações de segurança, a qualidade no atendimento e o seu pós-venda. Outro ponto importante é contar com um parceiro que ofereça uma consultoria especializada, entendendo a realidade da escola e propondo soluções personalizadas, desde a implantação até possíveis reestruturações de sistemas já existentes”, ressalta a CEO.
Para complementar, Eliel destaca que antes de escolher qualquer tecnologia, é essencial entender que segurança não começa no equipamento, e sim na estratégia. Nesse sentido, na busca por empresas de segurança, o diretor comercial recomenda mapear os riscos e as necessidades reais da escola, considerando o fluxo de pessoas, os horários e o perfil dos usuários; e priorizar a experiência do usuário, garantindo que alunos/as, pais/responsáveis e equipe escolar consigam utilizar os sistemas de forma simples.
IMPLEMENTAÇÃO, UTILIZAÇÃO E ATUALIZAÇÃO
Após a escolha e a contratação do serviço de segurança, o próximo passo é essencial para que o sistema funcione plenamente: garantir que a equipe da escola esteja preparada para utilizá-lo corretamente. “A implementação é apenas o começo”, alerta Eliel.
Segundo o diretor comercial, para que o ecossistema entregue todo o seu potencial, é crucial ter treinamento adequado das equipes que utilizarão o sistema, garantindo o uso correto; acompanhamento contínuo para ajustes e melhorias ao longo do tempo; suporte técnico ativo para reduzir riscos de falhas operacionais; e o acompanhamento de atualizações e evoluções constantes. “Tecnologia sem adoção não gera valor. O sucesso está na combinação entre solução, pessoas e processo”, diz.
Outro destaque, apontado por Eliel e Nicole, é a observação de atualizações periódicas disponíveis dos sistemas. “A tecnologia evolui constantemente”, ressalta Nicole, “e manter os sistemas atualizados significa garantir maior proteção, eficiência, inovação e integração com as novas soluções. Além disso, sistemas antigos podem apresentar limitações ou maior risco de falhas. A reestruturação ou modernização do controle de acesso permite que a escola acompanhe as melhores práticas do mercado e ofereça um ambiente ainda mais seguro”.
Realizar trocas e/ou atualizações de sistemas de segurança, defende Eliel, deve fazer parte do planejamento estratégico da instituição. “Mais do que ‘trocar por trocar’, o ideal é trabalhar com: avaliações periódicas de performance e segurança; atualizações tecnológicas planejadas, evitando obsolescência; e evolução contínua da operação, incorporando novas funcionalidades e melhorias”, indica o diretor comercial. “Segurança não é um projeto com começo, meio e fim. É um processo contínuo de evolução”, finaliza. (RP)
Saiba mais:
Eliel Resina Fernandes – [email protected]
Nicole Silva – [email protected]

