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Colégio Santo Américo discute como educar na era dos excessos

Em 29 out, 2014
Educação e Cidadania

Leonardo Posternak, pediatra há 40 anos, fundador e diretor do Instituto da Família desde 2003, esteve no Prosa – Centro de Estudos do Colégio Santo Américo –, ao lado da psicanalista Belinda Mandelbaum, para conversar com os pais sobre essa tarefa. Autor de O direito à verdade – cartas para uma criança, ganhador do Prêmio Jabuti 2003, e do Livro dos avós, entre outros, Posternak ressaltou a importância de percebermos que não somente as crianças e os jovens, mas todos nós somos afetados e temos características decorrentes do atual momento histórico, como a inquietação, a falta de concentração e a dependência por tecnologia. Confira abaixo entrevista  realizada pelo colégio com o pediatra.

Colégio Santo Américo: Na palestra, o senhor afirmou que não somente as crianças estão agitadas e desconcentradas, mas todos nós. Poderia explicar as causas disso?

CONTEÚDO BENCHMARK NACIONAL

Leonardo Posternak: Na modernidade “líquida”, termo cunhado pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman em oposição a uma sociedade com valores sólidos e coerentes, tudo tem de ser rápido. O imediatismo se observa em todos os setores da vida adulta: a satisfação das necessidades, o êxito, a compra de bens etc. Ninguém tem tempo para nada, muito menos para pensar. Tudo isso se transfere para as crianças: elas têm de sentar, ficar em pé, andar e tirar as fraldas rapidamente; na escola, têm de aprender rápido para não ficar para trás. O que deveria ser respeitado é o tempo da criança ou, melhor dizendo, o tempo de ser criança. Tempo de brincar, momentos de ócio, que é quando a criança pensa e elabora os sentimentos vitais bons ou ruins, as fantasias e o cotidiano. Os brinquedos eletrônicos, entretanto, não permitem nenhuma dessas elaborações. Mas é a estrutura social e cultural de cada época que sinaliza os objetivos que tal cultura hierarquiza e postula, e os meios para atingi-los. Na nossa sociedade, o aparecimento do indivíduo da era do consumo massificado hipervaloriza as imagens, o “novo”, os valores hedonistas e permissivos, a rapidez. Lembrando Lewis Carroll: “É preciso correr muito e rápido para ficar no mesmo lugar”. Assim, em prol de um futuro supostamente bem-sucedido, nossa cultura está colocando em perigo aspectos importantes da formação humana.

 

Colégio Santo Américo: Outra importante questão da atualidade é a patologização excessiva de comportamentos que antes eram considerados normais. Por exemplo, crianças inquietas sempre existiram e isso nunca foi considerado uma doença. Por que isso está acontecendo? Como combater esse problema para evitar uma medicalização desnecessária?

Posternak: A agitação e a tristeza, por exemplo, sempre existiram, mas hoje elas são diagnosticadas como déficit de atenção com hiperatividade e como depressão. O problema todo começa com a “invenção” de doenças, às quais se atribui uma escura e trêmula origem genética (sem nenhuma comprovação) e que se tornam passíveis de serem medicadas. A maioria dessas “doenças” tem a ver com condutas infantis que aparecem durante crises familiares, ou seja, são sintomas de outros sofrimentos, que aparecem no corpo (somatizações). A medicina cartesiana usa medicamentos para fazer desaparecer os sintomas sem procurar a causa. E as crianças, cada vez mais sem voz e voto, só devem tomar os medicamentos prescritos. Nesse contexto, o aspecto mais nefasto é que as próprias famílias exigem um diagnóstico e terapêutica rápida para colocar o filho de volta no “reino da normalidade” – e a medicina e os laboratórios se ocupam de dar a resposta solicitada. Enfim: vivemos o milênio da patologização e medicalização excessivos.

 

Colégio Santo Américo: Em relação ao consumo, um dos principais excessos de nossa era, como resistir aos apelos das crianças e dos jovens por brinquedos e roupas de marca, inclusive suportando a colocação de que “todo mundo tem”, e evitar assim entrar nessa tendência de um consumismo desmedido?

Posternak: Os objetos do desejo, cuja ausência é mais violentamente deplorada, são múltiplos e mudam com a velocidade da luz. Não tê-los aumenta a frustração, a raiva, a humilhação e o rancor. Não comprar é o estigma desagradável de uma vida sem realizações nesses tristes tempos do ter e não do ser! Para fugir disso, os pais devem, em primeiro lugar, mudar o modelo que utilizam para si mesmos. Por exemplo: não comprar o carro do ano quando as finanças não aconselham, não fazer viagens ao exterior na hora errada. Enfim, não andar mais rápido que as próprias pernas. Uma vez resolvido isso, o mesmo deve ser feito com os filhos, evitando o excesso de brinquedos, comprar sempre o último apelo midiático etc.

 

Colégio Santo Américo: Como o consumismo pode prejudicar nossos filhos?

Posternak: Nossos filhos devem aprender a se contentar com o que recebem, a não querer comprar o que o amiguinho acabou de ganhar, a aguentar a inveja e a frustração. Ou seja, devem curtir o que eles têm, sem ficar se lamuriando por aquilo que não têm. A felicidade não pode passar pelo ter! O importante é ser um sujeito que lida bem com a falta, sabendo que a falta faz aparecer o desejo de crescer. No entanto, em nossa sociedade tudo é trocado pela roupa de marca, cursos, esportes, viagens etc. E esse consumismo excessivo acaba desumanizando nossos filhos. Sabemos que o vínculo, o afeto e os laços amorosos não vêm junto com os objetos de consumo. Nossos filhos definitivamente não se sentem amados por receber numerosos presentes. Contrariamente, uma criança com limites se sente mais segura. Enfim, nosso dever como pais é amar nossos filhos, pensando em seu bom desenvolvimento como sujeitos e oferecendo-lhes o caminho para uma cidadania possível.

 

Colégio Santo Américo: Por que cada vez mais crianças e jovens sofrem de síndrome do pânico, de depressão e transtornos afins?

Posternak: Um mundo em constante mudança, com crises econômicas em quase todo o planeta, guerras e muita insegurança, leva o ser humano a se sentir deprimido, em pânico. Dentro desse quadro, em cada família se reproduz o cenário do estresse: salários baixos, possibilidade de demissão, violência nas ruas, trânsito caótico, entre outras muitas questões que levam os adultos ao limite, e isso “cai na cabeça” dos filhos. Por outro lado, hoje a tristeza vira depressão e é medicada com as novas “pílulas da felicidade”. Em suma, tudo leva ao abandono da educação familiar e ao uso exagerado de “brinquedos e eletrônicos da felicidade”.

 

Colégio Santo Américo: Os filhos têm direitos, mas também têm deveres. No entanto, cada vez mais as crianças e jovens acham que devem só receber e nada dar em troca, inclusive agradecimento por tudo que recebem. O que fazer para mudar isso?

Posternak: Isso ocorre porque muitas vezes as crianças se tornam a única fonte de prazer e gozo dos pais – e os próprios pais só dão e nada pedem em troca. Com o tempo, isso será cobrado de alguma maneira. Por outro lado, essa atitude de colocar os filhos em primeiro e único lugar inibe os futuros jovens a “abandonar” os pais quando chega o momento. Os pais, como modelos de identificação, devem mostrar aos filhos que têm outras maneiras de encontrar a felicidade para além deles. Também devemos lembrar que logo nossos filhos serão pais e levarão esses modelos na criação dos nossos netos, e assim por diante, e nada mudará e continuaremos a nos queixar. Desse modo, o caminho é os pais refletirem, questionarem para mudar.

 

Colégio Santo Américo: Outro excesso de nossa era é o tecnológico. Famílias inteiras passam o almoço de domingo olhando para o celular, deixando, assim, de dialogar entre si. O que esse abuso dos aparelhos eletrônicos traz para as crianças?

Posternak: O abuso dos eletrônicos leva a uma imensa capacidade visual e motora e a uma escassísima atividade simbólica e criativa, e à falta de interesse por questões ligadas ao humanismo. Brincar é o melhor exemplo de atividade simbólica em que a fantasia e a criatividade infantil acabam inventando personagens e histórias que permitem às crianças entender seu mundo e seus problemas. A falta de diálogo e de trocas afetivas no âmbito da família são outros complicadores desse abuso absurdo dos eletrônicos. Muitas vezes a TV, o computador e o celular são muralhas que deixam os pais ausentes quando estão em casa. E pais ausentes, quando presentes, são piores do que pais ausentes de fato.

 

Colégio Santo Américo: Para educar, não basta estar ao lado. É preciso estar atento ao filho e se comunicar com ele.

Posternak: Deveria ser proibido renunciar a educar os filhos e muito menos deseducar! Devemos educar sem desvios, sem opressão e com uma conduta educativa ética. As crianças merecem respeito e pais atentos! Elas mostram que têm valores, sabem pensar e são inteligentes. Conhecemos muitas histórias como a de Pedro, de 7 anos. Ele estava caminhando com o pai após uma briga violenta com seu amigo do peito, por questões banais. Estava olhando para o chão e ruminando palavras ininteligíveis. O pai, por sua vez, ia preocupado com a cena a que tinha acabado de assistir. De pronto, Pedro olha para o pai e dispara: “Pai, o que é liberdade?”. Perdido na sua preocupação, o pai responde: “É fazer o que a gente tem vontade”. Com um tom enfático, Pedro retruca: “Ah, mas não com as outras pessoas, né?”. Assim, com esse simples questionamento, também profundo e que nos enche de esperança, Pedro explica ao pai a articulação entre ser e existir, o sujeito e o outro, a pulsão e a ética, o desejo e o limite, a liberdade e o direito. Nessa história, vemos que a criança tem questionamentos, noções de ética, respeito à alteridade. Pedro nos mostra que, mais importante que educar, é não deseducar.

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