Guia para Gestores de Escolas

Mobiliário escolar: Planejamento e Escolha dos Móveis

A estrutura física escolar é um dos requisitos fundamentais para compor uma boa instituição de ensino. Os espaços, as disposições e as funcionalidades embutidas em diversas áreas de uma escola permitem facilidades, conforto, bem-estar (físico e psicológico), e refletem, assim, no rendimento de cada estudante.

Através dessas disposições, em especial em salas de aprendizado, alguns fatores devem ser observados em sua composição básica, como por exemplo a escolha e adequação dos móveis escolares nos espaços de interação e aprendizagem.

Dessa forma, o processo de planejamento do mobiliário escolar exige um traçado que envolve cotações, assessoria, auxílio arquitetônico e apoio técnico no que tange às normas específicas. E, a partir desse processo, as instituições de ensino conseguem transmitir, através da mobília, uma consonância entre aspectos pedagógicos, de identidade do colégio e, sobretudo, de conforto para os alunos e alunas.

Recentemente, o Colégio Rainha da Paz, instituição fundada em 1950 e localizada em Alto de Pinheiros (SP), reformulou sua mobília com o intuito de repensar – com toda a comunidade escolar – a organização dos espaços, as possíveis maneiras de estudo, além de configurações e arranjos que possibilitem flexibilidade, concentração e praticidade.

“Decidimos mudar a mobília quando percebemos que tínhamos uma prática pedagógica que já não dialogava com os nossos móveis”, diz Maria Claudia Minozzo Poletto, Diretora do Colégio Rainha da Paz. A diretora nos conta que tanto o planejamento como a decisão dos novos móveis foram pautadas de forma coletiva, participativa, democrática e de escuta de diversas vozes.

Segundo Maria Claudia, alunos, funcionários e professores trouxeram ideias, desejos, debateram propostas e experimentaram opções de mobílias até a escolha de um fornecedor. “Envolver os diversos atores na escolha da mobília foi, sem dúvida, um processo muito rico. As pessoas se sentiram ativas dentro da instituição, sendo efetivamente ouvidas, e hoje a relação que percebemos com a nova mobília é de pertencimento de todos os agentes da comunidade escolar”, complementa.

Luciana Sobral, arquiteta e designer de mobiliário que assina a linha escolhida pelo Colégio Rainha da Paz, ressalta a importância do envolvimento de todos da comunidade escolar no processo do/a gestor/a planejar e/ou reformular o mobiliário. “Essa colaboração minimiza erros e faz com que todos se sintam parte da decisão. Cada escola tem sua metodologia, sua rotina, sua grade horária. Não podemos padronizar um modelo único”.

“O layout dos ambientes e os móveis devem ser pensados levando em consideração todos esses critérios. E para um bom resultado, aconselho que a montagem dos ambientes seja acompanhada por um profissional especializado em ambientes de ensino”, completa Sobral. (RP)

Saiba mais:

Maria Claudia Minozzo Poletto – [email protected]

Luciana Sobral – [email protected]

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