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Guia para Gestores de Escolas

Pisos: A escolha do piso

A instituição escolar – seja ela de educação infantil, ensinos fundamental e médio – é composta, em uma primeira observação, por uma densa e complexa estrutura arquitetônica com planejamentos específicos e cuidados precisos que percorrem salas de aulas, bibliotecas, brinquedotecas, áreas internas e externas, bem como uma atenção às características relacionadas aos ambientes, como, por exemplo, a escolha e o planejamento de pisos e revestimentos para escolas.

As arquitetas e urbanistas Carolina Drechmer Hoffmann e Gabriela Nocetti Garcia Leal, destacam que os primeiros procedimentos que devem ser observados para a escolha do piso ideal no ambiente escolar é definir o uso que se deseja dar ao espaço, ou seja, “se busca o conforto térmico e acústico, tátil, se a flexibilidade para diferentes tipos de uso será importante naquele ambiente. Feito isso, é necessário achar dentro de todas as opções que o mercado oferece, a que melhor atenda aos possíveis usos do espaço”.

A partir da escolha do local, é preciso se atentar ao público que transitará pelos espaços, observando os pisos específicos e/ou mais adequados para cada faixa etária. Para as crianças pequenas que possuem uma relação maior com o chão, por exemplo, o ideal são os pisos quentes e que remetem a conforto – tanto visual como tátil. “Um porcelanato cinza não atende nesse caso. Além disso, as crianças sujam mais o ambiente, por isso um piso muito claro, como o branco, também não atende a este usuário”, comentam as arquitetas. Já para uma escola universitária, onde o fluxo maior é de adultos, “o piso pode ser mais sério e mais formal, mas também deve trazer o conforto acústico que ele espera numa sala de aula ou de estudos”.

Atualmente, existem no mercado uma infinidade de tipos de pisos que suprem necessidades deste segmento, como: resistência ao tráfego de pessoas, conforto térmico e acústico, facilidade de limpeza e conservação do revestimento, design apropriado e facilidade de instalação e reposição. Para Carolina e Gabriela, os pisos vinílicos e emborrachados, de forma geral, têm boa aceitação “pelo fato de terem baixa manutenção, diferentes formatos e cores que atendem a diversos usos (dos mais formais amadeirados aos mais coloridos e lúdicos). Além disso, a instalação é muito simples e ele pode até ser colocado sobre outro piso existente”.

Sobre manutenção e limpeza, alguns serviços não exigem grande especialização técnica e podem ser programados a curto prazo – diária, semanal e mensalmente. E os cuidados gerais para a limpeza dos pisos e rodapés dependem da especificação do produto instalado. A dica das arquitetas é que existe, no mercado, pisos que fazem as vezes de capachos, ou seja, “nas áreas de acesso eles são mais densos e escovam os sapatos dos usuários antes de entrarem. Desta forma, a manutenção mais rigorosa da limpeza precisa ser feita com mais frequência apenas nesta parte das entradas”, destacam.

É interessante destacar que a escolha do piso afeta diretamente a qualidade das atividades desenvolvidas e, dessa forma, algumas dicas são importantes para gestores e gestoras que desejam contratar serviços de empresas que fornecem pisos escolares. “É importante buscar empresas que conhecem o material com que estão trabalhando, para não danificar o piso ou deixar de fazer uma manutenção efetiva necessária”, indicam as arquitetas. (RP)

Saiba mais:
Carolina Drechmer Hoffmann e Gabriela Nocetti Garcia Leal – [email protected]

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