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Guia para Gestores de Escolas

Dica — Playground: Brinquedos e Pisos

Brincar também faz parte da aprendizagem, ensinamento que parece disseminar cada vez mais entre as escolas brasileiras. No último dia 20 de abril, a marca Omo, da Unilever, e o Instituto Sidarta premiaram 31 instituições de Educação Infantil e Fundamental I pelas “melhores” ou pelas “boas práticas do brincar e do aprender pela experiência”. Foi a 3ª edição do Programa Pelo Direito de Ser Criança, que reuniu mais de quatro mil concorrentes de todo País. “A brincadeira serve como apoio pedagógico, quando a criança brinca no parque, ela está treinando funções que desenvolve na sala de aula, como a coordenação motora ampla e noções de lateralidade e espaço, importantes para o desenvolvimento da coordenação motora fi na e indispensáveis para escrever”, observa a psicóloga e psicopedagoga Sirlândia Reis de Oliveira Teixeira, conselheira da Associação Brasileira de Brinquedotecas (ABBrin) e membro da International Toy Library Association (ITLA).

As atividades no playground não podem ser encaradas como mero entretenimento, alerta a especialista. “O espaço propicia muitas aprendizagens e convida a criança a exercitar e a desenvolver habilidades cognitivas, afetivas e sociais, além de estimular a imaginação e o jogo do faz de conta.” Por isso, a concepção desses ambientes deve atender às especifi cidades de cada faixa etária. “Os tipos de brinquedos, as cores e os formatos muito são importantes”, observa, lembrando que quanto mais novas forem as crianças, maiores terão que ser os equipamentos. Outro detalhe importante é que sejam montados ao ar livre, garantindo uma relação mais próxima com a natureza e a sensação de liberdade.

Para o arquiteto Fábio Namiki, coordenador do Comitê de Segurança de Playground da ABNT (Associa-ção Brasileira de Normas Técnicas), os playgrounds são tão divertidos “quanto subir em árvores”. “Mas estas não foram pensadas para brincar, enquanto os playgrounds sim.” Portanto, é preciso cuidar bem da sua concepção, considerando-se o local, os tipos de equipamentos, de piso, as áreas de sombreamento, a proteção do acesso e, claro, a segurança. Há dois anos Fábio acompanha a revisão da norma 14.350 da ABNT, relativa à segurança dos playgrounds. Segundo ele, o órgão deverá lançar em breve um documento mais detalhado, relacionando, inclusive, as armadilhas potenciais que alguns brinquedos trazem às crianças. Uma mudança deverá ocorrer na área dos balanços, um dos itens que mais acidentes causa aos usuários, pois há sempre o risco que um acento bata no outro. Talvez a norma sugira uma área de proteção entre um balanço e outro, comenta Fábio.

O arquiteto lembra que a norma não é obrigatória, mas traz orientações indispensáveis às escolas. Algumas são consagradas, como o uso de pisos que proporcionem amortecimento para eventuais quedas. Fábio afi rma que o revestimento apropriado deve ter correlação com a altura do brinquedo, com uma camada mínima de 50 centímetros (30 deles obrigatórios e os outros 20 centímetros indicados como margem de segurança). Finalmente, o arquiteto orienta as instituições a adquirem somente equipamentos certifi cados pelo Inmetro e a contratarem arquitetos para terem a garantia de um planejamento adequado de seus playgrounds. (R.F.)

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Fábio Namiki
[email protected]

Sirlândia Reis de Oliveira Teixeira
[email protected]

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