Guia para Gestores de Escolas

Seus professores e alunos já estão fluentes em inglês? É o que os pais (e o mundo) esperam para interagir com eles!

*por Adriana L. Albertal

Vivemos hoje um momento em que a necessidade – e pressão – por falar inglês fluentemente é altíssima, independente da idade. O mundo globalizado tornou o idioma a língua mundial dos estudos, dos negócios e também do lazer e dos projetos de transformação. Na educação assistimos a um movimento cada vez maior de internacionalização do Ensino Superior, em que as maiores universidades (sejam nacionais ou internacionais) adotam currículos em inglês, mesmo em países onde não é o idioma nativo. Quando o recorte é o mercado de trabalho, 80% dos postos executivos do Brasil exigem o domínio da língua (de acordo com levantamento do British Council). E, diante dessa necessidade latente, é necessário que os mantenedores de instituições de ensino despertem para a responsabilidade que devem ter em pensar o inglês como estratégico e essencial dentro dos seus currículos, evitando que seus alunos percam tempo e resultado por não dominá-lo desde cedo. Por outro lado, a UNESCO sinaliza a necessidade de desenvolver competências para formar cidadãos globais, facilitando o trânsito de todos na aldeia global.

Adquirir o segundo idioma ainda em fase escolar, principalmente em um modelo que possa comprovar resultados de aprendizagem bilíngue, significa acrescentar vantagens competitivas para o futuro do sucesso na carreira pretendida. E há uma parte interessada nessa dinâmica que já acordou para isso: os pais. Uma pequena parte deles domina o conhecimento e sabe profundamente o diferencial que isso agregou em suas vidas. Já outra grande parcela não teve a mesma oportunidade e sente na pele a falta disso no dia-a-dia. De acordo com a pesquisa Data Popular: Brasil em Perspectiva 2013, realizada pelo IBGE, 10,3% da população de 18 a 24 anos fala inglês; 5,2% da população de 25 a 34 anos e 3,5% de 35 a 50 anos.

Ou seja, estamos perante crianças e adolescentes expostas a uma disciplina que os próprios pais não tiveram acesso e, como consequência, não possuem base para avaliar a evolução e a qualidade do que lhes é oferecido hoje. E, enquanto recurso ativo dentro da educação, a responsabilidade dos gestores é entregar-lhes ferramentas pelas quais eles possam ter certeza de suas escolhas para os filhos.

E a principal delas é a seriedade em pensar o inglês como prioritário dentro da grade oferecida (e não como acessório). Para tanto ainda é preciso mudar a visão que ainda existe no segmento educacional.

Há uma corrente que acredita que um material didático visualmente atraente  é suficiente para garantir o aprendizado. Embora respeite quem acredita nesse conceito, me parece que essa visão funciona mais como argumento de venda de material didático. Na prática, é preciso enxergar além do aparente. De acordo com uma pesquisa conduzida na Austrália, crianças que aprendem com professores bem preparados aprendem o equivalente a um ano e meio a mais de estudo em comparação com as que possuem aulas com profissionais medianos.

Ou seja, a visão aprofundada é a adoção de uma metodologia que trabalhe o idioma de uma forma dinâmica, engajadora e não expositiva e prática e que tenha como princípio a capacitação e atualização do professor para que ele não fique preso ao livro didático.

Isso reflete em comportamentos visíveis na rotina dos pequenos e dos adolescentes. Quando estimulados da forma correta, passam a se apropriar organicamente do idioma em seu cotidiano, incorporando naturalmente vocabulário, expressões, o que compartilham espontaneamente com seus pares e familiares. Todos esses são indícios subjetivos para que os adultos levem em consideração. Mas, também é preciso ter um instrumento formal mais adiante no desenvolvimento das crianças que permita medir os resultados do processo de aprendizagem. As certificações internacionais de proficiência cumprem esse objetivo. Elas vão além dos simulados e avaliações próprias dos colégios e refletem o compromisso que as escolas têm em oferecer currículos alinhados aos parâmetros internacionais de proficiência linguística e comprovar a qualidade do ensino com recursos isentos e endossados por instituições de renome.

Se tudo isso for, de fato, um propósito e não apenas uma estratégia de marketing, todos os envolvidos saem ganhando. O nome disso é eficácia: esse modelo transforma 14 anos estudos mono língua em ensino com resultados bilíngues de verdade. O que pode ser traduzido em mais proficiência no idioma em menor tempo e com menor custo, uma vez que não é necessário investir no desenvolvimento no inglês fora do colégio e os alunos já saem fluentes de forma comprovada para seus estudos universitários ou mercado de trabalho.

*Adriana L. Albertal é diretora da Seven Educacional, área da Seven Idiomas que implanta programas bilíngues certificados por Cambridge English em colégios e universidades.

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