Maio 13, 2013

Conversa com o Gestor — Kátia Martinho Rabelo / Colégio Magister – A ação educativa na parceria com as famílias

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Matéria publicada na edição 88 | Maio 2013 – ver na edição online

Instituição criada há mais de quatro décadas na zona Sul de São Paulo, o Colégio Magister vem introduzindo uma série de inovações desde 2009, com destaque para as ações com a família e a adoção de processos de gestão na área pedagógica. Resultam daí, por exemplo, a criação da figura do professor tutor e a divulgação aos pais de seu plano diretor anual. Confira na entrevista a seguir com a diretora Kátia Martinho Rabelo.

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A trajetória da diretora Kátia Martinho Rabelo se confunde com a do próprio Colégio Magister, instituição criada pelos pais Alberto Palos Martinho e Ilka Ferreira Senise Martinho no Jardim Marajoara, zona Sul de São Paulo, há 45 anos. Kátia acompanhou a expansão da escola e hoje é uma das mantenedoras de um negócio que começou como curso de admissão e agora oferece duas unidades que se impõem na paisagem do bairro com ampla infraestrutura, como a brinquedoteca que reproduz uma minicidade, viveiros, hortas, quadras e um parque aquático para os pequeninos.

Graduada em Administração, especialista em Gestão e Recursos Humanos, Kátia acaba de se qualificar no mestrado do Programa de Pós-Graduação em Educação, área de Psicologia da Educação, pela PUC de São Paulo.

Segundo ela, “o tema da pesquisa é pensar a atuação de professores especialistas nas diversas áreas do conhecimento, mas que ampliam o olhar cuidadoso aos seus alunos para além da especificidade e por meio da atividade de tutoria”, introduzida pelo Colégio em 2009. Os professores tutores trabalham em todas as turmas do Fundamental II e Ensino Médio, sobre “questões socioafetivas, emocionais, cognitivas” dos estudantes relacionadas às atividades em sala de aula e aos compromissos extraclasse. Os tutores realizam pelo menos um encontro trimestral com o pai e/ou a mãe, visando dar apoio à aprendizagem. Os pais têm acesso ainda ao plano diretor anual da escola, a duas reuniões de formação no ano, ao Dia da Família Cultural (agendado, em 2013, para 18 de maio), aos encontros de final de trimestre, além de ações pontuais, como a Tarde das Avós, na Educação Infantil, e os programas Ciranda Cirandinha e Era Uma Vez (respectivamente, do 1º e 2º ano do Fundamental), entre outros.

Kátia explica que as estratégias introduzidas desde 2009 vêm no sentido de criar “um contexto favorável ao letramento e às novas abordagens em torno do conhecimento”. É preciso, acrescenta, “formar os pais dentro da escola”, para que compreendam “o quanto a educação tem mudado e o que está sendo oferecido para as crianças e jovens”, “um projeto favorecedor do aluno e da família leitora”. Paralelamente, a própria escola trabalha para mudar alguns de seus paradigmas e subsidiar uma nova postura entre os educadores, de forma a conduzir seu Plano de Gestão, que inclui metas até 2017.

Tudo é pensado dentro da perspectiva da moderna gestão organizacional, com planejamento, planilhas, previsão de custos e dos materiais necessários, além, é claro, de metas. Os mantenedores contam, inclusive, com consultorias para organizar o processo administrativo e viabilizar as necessidades pedagógicas. E entre as mudanças em curso, encontram-se a reestruturação dos parâmetros de avaliação dos estudantes e também dos professores, coordenadores e direção. “O gestor educacional não pode perder de vista o processo educativo e a viabilidades de suas ações”, no caso, voltadas a um projeto pedagógico de recorte humanista (O Magister faz parte de um grupo de escolas brasileiras filiadas à Unesco) e à formação integral do aluno.

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