agosto 18, 2015

O que ensinar na educação infantil?

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CULTURA INGLESA – BANNER DE CONTEUDO

Matéria publicada na edição 110 | Agosto 2015- ver na edição online

Quando se examina os conteúdos curriculares desenvolvido no Brasil, tanto em Escolas Públicas quanto nas Escolas Particulares nos cursos de Ensino Fundamental e Médio não é difícil descobrir-se uma relativa uniformidade. Um simples exame destes conteúdos presentes nos livros didáticos e nas diferentes publicações dos Sistemas de Ensino mais utilizados confirma essa assertiva. Varia e varia bastante “como” é promovido esse ensino, desde o tradicional sistema discursivo do professor, o aluno individualizado, a lousa e seu caderno, até estratégias que envolvem recursos eletrônicos sofisticados e textos impressos pelo próprio aluno, não muda, entretanto os conteúdos das disciplinas curriculares, inclusive pela própria imposição de afunilamento nas provas do ENEM ou outros chamados grandes vestibulares. Enfim, o que o aluno necessita saber ao concluir seu ciclo estudantil pré-acadêmico constitui uniformidade nacional.

Não é, entretanto, o que se observa quando se examina os conteúdos habitualmente trabalhados na Educação Infantil. Se acreditarmos prioridade insofismável a alfabetização e letramento pleno, assim como uma incursão compreensiva através das operações aritméticas básicas, existem divagações sobre o restante dos conteúdos a se trabalhar. Dependendo da natureza da instituição ou dos hábitos culturais de cada ponto do país, não se percebe a preocupação sobre os conteúdos essenciais que qualquer criança necessita levar para iniciar o Ensino Fundamental. Infelizmente em muitos lugares ainda prevalece à concepção da criança como um “pequeno adulto” ou algo cujo volume de saberes com que deve chegar ao Ensino Fundamental pode ser um punhado de informações desconectadas e irrelevantes, pois que somente a partir desse nível e como professores especialistas irão entrar com seriedade no mundo do saber.

É evidente que existem exceções, mas são estas de tal forma incomuns, que parece impossível se estabelecer um padrão de como está ocupada à mente de uma criança ao terminar a sua Educação Infantil e, pior ainda, se este padrão em condições excepcionais existe para alguns, serão os mesmos atropelados pelas normas do que efetivamente se acredita ser essencial a todos. Mas, não é isso que se nota quando se compara a Educação Infantil no Brasil como é a mesma preparada em inúmeros países que navegam por patamares educacionais que não ousamos comparar.

Nesses países, há tempos, se superou a ideia do “adulto pequeno” e já não mais se encara a educação infantil uma etapa irrelevante em termos de aprendizagens de conteúdos das disciplinas curriculares. Em face desta situação, nas oportunidades em que somos convidados a falar sobre os “conteúdos” a serem ministrados na Educação Infantil, após a conquista do letramento e do domínio das operações aritméticas básicas, costumamos sugerir que estes devem se organizar em torno de cinco pilares que consideramos essenciais e que jamais deixam de existir em países em que a formação da criança é encarada com respeito e prioridade.

Enumeramos abaixo esses cinco pilares, destacando que não cabe qualquer hierarquia entre eles. Portanto:

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