Fevereiro 17, 2016

Conversa com o Gestor – Educação & Sustentabilidade: Preservação do Meio Ambiente e Promoção da Cidadania

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CULTURA INGLESA – BANNER DE CONTEUDO

Matéria publicada na edição 115 | Fevereiro 2016 – ver na edição online

 

Fernando Carraro, autor de diversos livros sobre a preservação da vida n...“O assunto sustentabilidade nunca esteve tão em voga como em nossa realidade. Os debates fervorosos em torno de políticas públicas, a questão da escassez da água que atravessamos
em 2015, a preocupação com o lixo que aumenta a cada dia e os diversos fatores que compõem nossa relação com o meio ambiente merece destaque em todas as esferas sociais – inclusive na educação” Fernando Carraro.

 

Sustentar, cuidar, proteger, comprometer, desenvolver, transformar, conscientizar. Todas essas definições podem ser acopladas em diversos espaços sociais – seja ele empresarial, público, privado, cultural, estudantil e tantos outros. Destacar a importância que o conjunto dessas definições implicam no cotidiano urbano denotam problematizações amplas que necessitam reflexões densas e ações práticas emergentes.

Quando pensamos no termo sustentabilidade algumas definições projetam em nosso consciente de forma singular. E, nas últimas décadas, a urgência do discurso da sustentabilidade ganhou força em todos os aspectos, envolvendo a relação e interferência do homem no meio ambiente, seu desenvolvimento social e a promoção de uma educação pautada pela sustentabilidade – ou para um futuro sustentável. Os debates sustentáveis anunciam (não só) uma preocupação intensa com o futuro que nos aguarda, como a conscientização educativa, critérios de equilíbrio ecológico, construção de um pensamento socioambiental e o cuidado plural que deve existir do ser humano com o espaço que ele habita e transita. Assim, nasce uma nova perspectiva de abordagem em sala de aula: a ecológica.

Fernando Carraro, formado em História, Geografia e Pedagogia, autor de livros publicados pela FTD Educação sobre a preservação da vida no planeta, diz que a educação sustentável “visa preparar o aluno a viver de forma consciente e responsável na maneira de se relacionar com o meio em que vive e de usar os seus recursos naturais; que prega o desenvolvimento sustentável em harmonia com o meio ambiente, ou seja, com o mínimo de agressões, fazendo de cada atitude em relação a ele, uma ação responsável”.

A educação para a transformação implica superar a visão generalista de participação no espaço ambiental e promover a relação deste espaço com nosso convívio.

Observando essa necessidade, alguns projetos podem ser inseridos em questões físicas e arquitetônicas, bem como em ações sociais que beneficiem essa troca de cunho social e humanitária.

Segundo Fernando, quanto aos primeiros passos a serem percorridos para se garantir uma escola sustentável, a lista de elementos que deveriam ser empregados: empregos de materiais considerados ecológicos (tijolos, tintas, madeira) produzidos de forma sustentável; redução da produção de entulho através do aproveitamento para reciclagem ou aterros de toda sobra de materiais a serem descartados da obra em construção; janelas amplas e paredes claras, lâmpadas LED, telhado e áreas verdes, para economia de energia dispensando o uso de ar condicionado, ventiladores, de lâmpadas acesas…; reutilização da água da chuva para descargas nos vasos sanitários; limpeza dos pavimentos e rega de jardins; sacos de jornal nas lixeiras dos banheiros; instalação de painéis solares de células voltaicas para produção de eletricidade; introdução de containers para separação dos resíduos destinados à reciclagem; hortas a serem cultivadas pelos alunos; local para compostagem; bicicletário como forma de incentivar meios de transporte não poluentes; e acessibilidade para alunos com necessidades especiais.

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