outubro 13, 2016

Conversa com o Gestor – O diretor no século XXI: as novas competências exigidas para a escola do futuro

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CULTURA INGLESA – BANNER DE CONTEUDO

Matéria publicada na edição 122 | Outubro /2016 – ver na edição online

“A gestão, seja ela qual for, passa pela presença e orientação do gestor junto à sua equipe. Na escola não é diferente. Um bom gestor escolar equilibra os três pilares: pedagógico/administrativo/pessoas. São ações em conjunto que compõe a gestão escolar”, destaca Cléa Mara Mattos, gerente educacional da Rede Pitágoras

Colegio Pitágoras Cidade Jardim, de Belo Horizonte, Minas Gerais

Colégio Pitágoras Cidade Jardim, de Belo Horizonte, Minas Gerais

Por Rafael Pinheiro / Fotos Divulgação

Atravessamos, nos últimos anos, um emaranhado de transformações. Dentre as principais transformações, à qual me refiro, podemos indicar a tecnologia como um fator marcante e um dado de realidade em nosso cotidiano. Além dos aparatos e mecanismos digitais, observamos outro fator de extrema significância: novos anseios, preocupações e objetivos dos alunos que chegam ao processo educacional diferente de décadas passadas, por exemplo.

Os dois exemplos citados acima são macro esferas que produzem alguns desdobramentos que interferem nas rotinas culturais, artísticas, sociais, políticas – tanto no exterior como no cotidiano escolar. Essas modificações acontecem de maneira fluída e, em alguns casos, imperceptíveis, mas que refletem em todas as escalas: na relação aluno-ensino; professor-aluno; professor-corpo acadêmico; áreas administrativas-direção; e, também, na relação do diretor escolar com todos os setores, inclusive sua ótica sobre o ensino.

Observar e refletir sobre essas questões que movimentam o interior de uma instituição de ensino, gerando oportunidades e novos horizontes, bem como situações de crescimento, protagonismo, notoriedade e gestão de qualidade são algumas palavras-chave para compreender o século XXI e suas implicações educacionais. E, acima de tudo, realinhar, readaptar e reconstruir as competências embutidas para o diretor escolar deste século, suas percepções e modelações para a escola do futuro – que se aproxima em velocidade singular.

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José Hélio de Moura Filho, coordenador do Ensino Médio do Colégio Poliedro de São José dos Campos, em São Paulo, acredita que muitas mudanças da atualidade são marcas de progresso e desenvolvimento. E a própria tecnologia tem transformado a história com muita rapidez. “São criadas ferramentas espetaculares para serem utilizadas em sala de aula e, quanto mais temos opções técnicas, mais precisamos ter qualidades emocionais e intelectuais. Neste novo contexto, um diretor escolar do século XXI, precisa apresentar valores éticos. Para se ter atitudes eficazes no ambiente escolar, é necessário estar preparado para que as decisões sejam naturais, seguras e rápidas”.

Com o advento tecnológico é possível prever uma escola do futuro pautada na tecnologia e essa realidade já está presente em diversas instituições. As aulas do Ensino Fundamental II do Colégio Poliedro, conta José Hélio, são repletas de recursos digitais, que as tornam mais interativas, proporcionado autonomia e protagonismo aos alunos. A tecnologia é vista como mais um meio, que possibilita o aprendizado de maneira eficaz. “Os alunos do Poliedro também contam com atividades extracurriculares ligadas a tecnologia, assim como robótica. Com as possibilidades criadas pela tecnologia, tudo pode acontecer. Imagine ter todas as formas de ensino online, onde a escola poderá ser apenas uma sala por onde serão transmitidas as tarefas. Os livros, lápis, borrachas e canetas poderão ser desnecessários, diante da máquina computadorizada”.

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